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A importância de integrar a logística e a gestão de riscos no transporte em meio à crise

 

Publicado em 15/04/2020

* Por Diego Gonçalves


A retração da economia em meio à pandemia da Covid-19 afeta diversos setores e não é diferente para o transporte de cargas. Em reportagem da Agência Reuters, publicada pela Época Negócios, no dia 7 de abril, com avaliação do setor de transporte rodoviário entre os dias 30 de março e 5 de abril de 2020, registra-se redução de quase 40% na demanda, afetada diretamente pelo fechamento de fábricas e comércios.

Para o agronegócio, segmento importante para a economia do país, o transporte teve queda de 14,2% contra 12,4% em relação à semana anterior. Aqui, cabe salientar que este é um setor que se ressente menos, uma vez que está transportando safra recorde neste ano.
Em um ambiente excessivamente competitivo, onde os custos logísticos representam em torno de 12% do faturamento bruto das empresas e se tem um desafio de alta sinistralidade, os profissionais de logística e gestão de risco precisam, cada vez mais, trabalhar integrados, potencializando a amplitude da avaliação de perdas e aumentando o nível de maturidade no processo de transportes.
É notório que na movimentação de cargas, em grande parte dos casos, não se avalia a perda como um todo. Existe uma pressão por redução de custos, expedição de cargas e, muitas vezes, não há alinhamento com as boas práticas de gestão de risco para prevenção a roubo e acidentes viários.

É fato a necessidade da eficiência e agilidade entre a produção e a entrega do produto, porém, quando este não chega ao destino, seja por roubo ou acidente, o resultado é um custo adicional para a empresa. Por isso, a importância de se fazer a gestão do processo logístico, para que, desta forma, a contratação do frete seja um processo ágil e seguro, com monitoramento entre a contratação, coleta da mercadoria, carregamento e viagem até a entrega no cliente final.

Um processo logístico integrado à gestão de risco elimina perdas, uma vez que o planejamento da operação é efetuado de forma segura, com a seleção do melhor veículo para o transporte, menor fuga de informação e avaliação de recurso adequado, melhor rota e horários. Planejar a viagem elimina perdas, reduz custos com estadias, devoluções, paradas excessivas e de risco e ainda possibilita melhor distribuição de rodagem pelo lead time para menor exposição a acidentes.

Integrar as equipes de logística e gestão de risco no dia a dia é fundamental para maximizar resultados e, em momento de crise, torna-se obrigatório, pois não há espaço para custos extras e, portanto, sincronizar a logística visa garantir a fluidez com segurança. É o momento de traçar rotogramas inteligentes que coíbam exposição para sinistralidade em momento de escassez de produtos.
O desafio de planejar uma operação de transporte requer habilidades que transitam na rotina do especialista de gestão de risco e do gestor de logística. Cabe aqui uma reflexão: o Brasil ocupa a 9ª posição na lista de maiores economias mundiais, com uma desanimadora 56ª posição em um ranking que lista 160 países quanto à eficiência logística. Como conciliar o transporte de carga em um país que detém desafios logísticos, de roubos e acidentes?

A resposta é simples, mas muitas empresas não fazem o dever de casa. É preciso integrar as áreas, aumentar a sinergia, planejar as operações orientando-se por dados, desafiar-se para simplificar e avaliar tendências importantes como a automação, que vem, com celeridade, se tornando uma realidade no país, como, por exemplo, com a inteligência artificial.
Quem já não ouviu falar da Bia do Bradesco, da Alexa da Amazon ou da Siri da Apple? 

São exemplos de empresas que usam da Inteligência Artificial para fortalecer, além de sua marca, a comunicação com seus clientes. Esta também pode ser uma realidade no transporte. Já imaginou cruzar os dados históricos de sua operação de transporte e avaliar rapidamente onde e como melhorá-la?

Pois saiba que isto já é possível por meio de assistentes virtuais que apoiam o planejamento da operação, tanto para fluidez logística quanto para segurança. Basta que sua empresa esteja pronta para colocar as inovações em prática.
 

Diego Gonçalves é diretor comercial e de marketing da Opentech.

 

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