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Analytics em supply chain: o segredo para o crescimento do varejo em 2019

Publicado em 30/01/2019

Varejistas e provedores logísticos precisarão trabalhar em conjunto para planejar armazenamento, transporte e força de trabalho para não deixar consumidores frustrados em épocas de alta demanda

É muito comum os consumidores criarem altas expectativas em épocas de alta demanda, como as datas sazonais, e esperar que os varejistas atendam a todas elas com exatidão, e isso muitas vezes, pode ser frustrante.  Do lado do varejista, há investimentos elevados que precisam ser respondidos com números. Somente no ano passado, em que apenas o comércio eletrônico obteve alta de 13,5% com as compras de natal, segundo o E-bit, o varejo brasileiro precisava apostar em inteligência e compreender os dados para alcançar novas receitas, e atender a essas demandas e expectativas dos consumidores, mas não foi bem isso que aconteceu. E, para finalizar o estoque de natal, varejistas brasileiros já estão iniciando as liquidações para encerrar o primeiro trimestre melhor que no ano passado.

 

Por isso, a Infor separou algumas dicas simples para que o varejo utilize a tecnologia em seu favor para antecipar as necessidades dos consumidores, e consequentemente, fidelizar ainda mais os clientes em 2019. Veja a seguir:

 

  • Apostar na capacidade da armazenagem:

Em termos de capacidade de armazenagem é preciso, primeiramente, apostar na segurança, flexibilidade e espaço para capacidade extra. As mesmas regras também valem para os transportadores. As empresas precisam a enxergar a estratégia que existe por trás do histórico de dados sobre o fluxo de estoque e usar isso em seu favor. Com isso, elas compreenderão melhor a necessidade da companhia para começar a planejar antecipadamente antes das altas demandas.

 

  • Usar os dados estrategicamente

O supply chain precisa  se preparar usando a tecnologia a seu favor. Dados históricos, planejamento robusto, inteligência artificial e planejamento humano têm potencial para preparar qualquer rede de varejo para evitar surpresas. E nesse contexto, o  trabalhador também precisa ser considerado, porque a força de trabalho é uma questão sazonal, que precisa ser olhada com cuidado. Educar e empoderar os empregados com ferramentas que os habilitem a tomar decisões mais eficientes ajudará não apenas a contratar em altas demandas, mas a reter os trabalhadores.

 

  • Preparo para o inesperado

A grande questão do varejo está na falta de integração. Geralmente, varejistas são altamente dependentes de provedores logísticos que investem mais na estrutura e inventário. No entanto, é preciso investir em integração de dados e informações dessas áreas antes das épocas de alta demanda.

As marcas e varejistas devem buscar formas de antecipar as demandas para estar à frente do que o cliente busca, e tornar os preços mais competitivos. No entanto, também é preciso estar ciente das mudanças em questão e potencializar seus ambientes digitais para reagir rápido ao inesperado, e por isso é importante compreender o que os dados têm para dizer. Além disso, ter equilíbrio entre investimentos em dados, pessoas e sistemas para atender melhor os problemas pode ser o segredo para as grandes oportunidades.

 

  • Antecipação das necessidades dos clientes

Marcas e supply chains já trabalham em harmonia para atender as crescentes demandas dos consumidores, que estão sempre mudando. Hoje, reconhecemos que o poder mudou e está na mão dos consumidores, porque no digital e no online, os clientes já dão norte, e os varejistas precisam aprender a interpretá-los para se planejar e antecipar essas necessidades melhor do que as gerações passadas. Mas, se os dados não forem usados corretamente, será difícil obter melhores resultados.

O ponto forte das datas sazonais é que os provedores logísticos e varejistas têm a possibilidade de planejar para antecipar suas reações. E de fato, toda estratégia acontece ao redor do melhor uso dos dados digitais, que empoderam a tomada de decisões e a habilidade de enxergar melhor o que está acontecendo. No entanto, se isolados, os dados não podem fazer muito pela estratégia.

 

Não há dúvidas de que o analytics norteará a tomada de decisões no varejo daqui por diante, uma prova disso é que uma pesquisa da Frost & Sullivan mostra o Brasil em posição de destaque frente a outros países da América Latina que usam big data, pois a receita de analytics por aqui já chega a marca de US$ 1,16 bilhão.  

 

A boa notícia é que o varejo é um dos setores que tem mais tem olhado para essa área e um das que mais planeja dar os primeiros passos para obter um consumidor mais engajado, e uma oferta com mais inteligência integrada em todas as etapas do processo. E, segundo uma pesquisa da Microsoft, até 2021, tecnologias imponentes como automação, Inteligência Artificial, gestão dados, entre outras, se tornarão a realidade na maioria dos varejistas.

 

Por Alessandra Martins, Manager Director da Infor Brasil

 

 

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