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Ferramentas para gestão de frotas terceirizadas: um desafio que cresce juntamente com o mercado

 

Publicado em 19/06/2015

*Por Antonio de Almeida Junior

O negócio de locação de veículos está em forte expansão no Brasil, sendo que um dos segmentos que mais se destaca é a terceirização de frotas. Segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Veículos (ABLA), a taxa de crescimento do mercado chega a 13% ao ano.

Esse crescimento é justificável, uma vez que a terceirização de frota tem grande relevância, em termos de redução de custos. Em um cenário de incerteza econômica, as empresas focam, cada vez mais, em conter gastos e melhorar a eficiência dos seus negócios.

O empresário que usa uma frota alugada transfere a especialistas as questões dos veículos, para se dedicar exclusivamente ao seu negócio. Assim, não precisa se preocupar com problemas e obrigações, como manutenção preventiva e corretiva, seguro, assistência 24 horas, dedução fiscal do PIS/Cofins, no caso do leasing operacional.

É nesse momento que uma série de questões surge e precisa ser respondida. Qual é o tamanho ideal da frota para atender à demanda? Devo manter os veículos em um pool de transporte ou devo deixá-los dedicados? Quantos veículos de reserva preciso? A taxa de utilização da frota está satisfatória? A taxa de ocupação dos veículos, durante a execução dos deslocamentos, é a ideal? A quilometragem percorrida corresponde à demanda?

O que se vê, hoje, no mercado, é a utilização de um conjunto de ferramentas manuais, que torna impossível responder às questões para realizar esse controle. Imagine um cenário com 500 veículos locados, que realizam, em média, cinco viagens cada, com taxa média de utilização diária de 70%. Nesse exemplo, são realizadas 1750 viagens em um único dia, 38,5 mil por mês. Considerando uma empresa menor, com apenas 10% dessa operação, seriam 3,8 mil viagens, um número ainda alto, para ser avaliado manualmente. Seriam necessárias várias pessoas treinadas para sanar as questões, a partir da análise dos dados de planilhas e relatórios de apontamento. Há, ainda, uma grande chance de erros no lançamento dos dados.

A gestão da operação junto a frotas terceirizadas é, claramente, um problema para ser resolvido com o uso de soluções que trabalham com Big Data, o tratamento de um grande volume de dados variados, nesse caso, gerado pelos veículos. Eles disponibilizam informações referentes às viagens, como tempo, velocidade, trajeto, quilometragem e consumo, que chegam, continuamente e em tempo real, por telemetria, e são tratados e analisados automaticamente. Com a utilização dessas tecnologias, é possível reduzir em 35% os gastos com frota e em 45% a quilometragem total.

A terceirização da frota é uma necessidade real das empresas que utilizam veículos em suas operações, pois é altamente recomendada, desde a disponibilização para a força de vendas até a utilização de veículos dentro de operações de transporte de pessoas. Porém, trata-se de um insumo para a realização de uma operação e o uso de ferramentas que otimizem sua utilização representa ganhos diretos nos custos operacionais e de produtividade.

*Antonio de Almeida Junior é diretor executivo da DDMX Inteligência em Análise de Dados.

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