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O papel das dark stores no novo varejo

 

Publicado em 17/09/2021

Para oferecer opções de entregas e coletas ainda mais rápidas, muitas empresas viram nas dark stores uma oportunidade de dar mais agilidade e eficiência à operação


Foto: Divulgação

Artigo | Por Caio Reina*

Nossos hábitos de consumo mudaram. Graças à comodidade proporcionada pelo e-commerce, hoje convivemos com a necessidade de ter o que queremos, na hora em que queremos. Tudo isso forçou as operações logísticas a se reinventarem para dar conta de demandas cada vez mais altas e, nesse cenário, as dark stores, local exclusivo para o armazenamento, separação e envio de produtos comercializados online, surgem como uma alternativa aos centros de distribuição tradicionais.

Para oferecer opções de entregas e coletas ainda mais rápidas, muitas empresas viram nas dark stores uma oportunidade de dar mais agilidade e eficiência à operação, ao mesmo tempo em que reduzem custos de armazenamento e transporte. Prova disso é uma pesquisa realizada pela Global Consumer Insights Survey, que indicou que quase a metade dos brasileiros (45%) tem interesse em comprar itens básicos do seu cotidiano regularmente via Internet. Assim como, praticamente dois terços deles (64%) estão dispostos a pagar mais caro no frete por uma entrega mais rápida, se possível, no mesmo dia.

Diferentes dos grandes centros de distribuição, que ficam mais afastados dos centros urbanos, as dark stores ocupam um espaço menor e podem ficar espalhadas em pontos com maior densidade demográfica para diminuir o tempo de entrega. E há uma vantagem: como não estão abertas ao público, não existe a necessidade de estarem em áreas comerciais de grande circulação, o que reduz significativamente os custos com aluguel.

Outro ponto importante é que elas também podem funcionar como pontos de coleta para clientes que preferem fazer compras pela internet e retirar em um local próximo de suas residências, muitas vezes, sem nem precisar sair do carro.

Apesar de ter ganhado uma grande popularidade devido à pandemia, o conceito não é recente. Algumas das gigantes redes americanas como Walmart, Target e Whole Foods já vinham implantando esse modelo de negócio nos últimos anos e alcançando bons resultados. O fato é que, além de oferecer boas vantagens para as empresas e operações logísticas, as dark stores também entregam mais comodidade ao consumidor que, mesmo em um futuro pós-pandemia, provavelmente continuará adotando alguns dos novos hábitos de consumo.

Outra grande vantagem proporcionada pelo modelo está na maior versatilidade no armazenamento. Elas oferecem flexibilidade suficiente para ajustar o estoque e lidar com um volume de pedidos específicos para cada região. Isso porque o layout pode ser pensado para maximizar a capacidade de armazenamento para uma diversidade maior de produtos. É uma boa oportunidade para se lançar em novos mercados sem ter que investir em novos espaços físicos.

Outro benefício importante para as empresas está na fidelização dos clientes. Ao oferecer opções de entregas e coletas seguras e com prazo de apenas algumas horas, uma marca gera mais valor em termos de confiança e eficiência. Assim, é muito mais provável que os consumidores a considerem em uma próxima compra.

A tendência é que essas lojas sejam cada vez mais eficientes com o futuro do varejo e do comércio como um todo. Pois, além de serem uma boa alternativa para a modernização do mercado de vendas, também passam a atender às exigências dos novos clientes. Portanto, podemos compreender que as dark stores são um espelho da sociedade moderna. É o meio pelo qual empresários puderam se adaptar à realidade que estamos inseridos, sem perder a relevância no mercado.

 

*Caio Reina é CEO e fundador da RoutEasy

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