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Supply Chain tem impacto direto na agenda ESG

 

Publicado em 23/08/2021

A cadeia de suprimentos assume um papel fundamental nessa transformação ao adotar as medidas para promover a gestão mais responsável


Foto: Divulgação

Artigo | Por Luis Fernando Talib* 

Sustentabilidade e responsabilidade social nunca estiveram tão presentes nas agendas das empresas e da sociedade como estão nos últimos anos. A ascensão do conceito e das medidas de ESG (Environmental Social Governance) influenciou positivamente a forma como as empresas interpretam o que tem acontecido no planeta e tornou mais tangíveis as discussões sobre os rumos futuros.

Em paralelo a isso, o mundo começa a presenciar o início da transformação digital causada pela quinta Revolução Industrial, em que as tecnologias não servem apenas para a produção, mas sim para promover maior bem-estar para a população em geral, sem comprometimento dos recursos ambientais e contemplando soluções de problemas sociais.

Neste contexto, a cadeia de suprimentos assume um papel fundamental nessa transformação ao adotar as medidas para promover a gestão mais responsável. Para acompanhar esse movimento, muitas empresas investem em planejamento integrando e ferramentas que ajudam no uso eficaz e inteligente de recursos naturais para reduzir a emissão de gases poluentes e diminuir o desperdício de insumos e resíduos gerados. Com soluções de gestão de estoque, as companhias podem mitigar mais rapidamente o risco de obsolescência de itens perecíveis, por exemplo, contribuindo para um ciclo de vida mais sustentável de certos produtos e alimentos.

O gerenciamento alinhado com essas causas não se restringe apenas às commodities, mas também como essas chegam às fábricas, como são transformadas em mercadorias e como são armazenadas. Todo esse processo deve estar pautado pelas melhores práticas de ESG, incluindo os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Um desses objetivos diz respeito a indústria, inovação e infraestrutura com a intenção de desenvolver a industrialização inclusiva e sustentável. Outra métrica estabelecida pela organização é sobre o consumo e produção responsáveis, também relacionada diretamente com a gestão consciente na indústria.

A missão de se ampliar a responsabilidade no meio corporativo é influenciada diretamente pela sociedade civil, cada vez mais envolvida com a causa ambiental. Isso fica claro quando vemos os consumidores buscarem por marcas mais conscientes, que utilizam materiais menos danosos ao planeta e têm compromissos claros com o meio ambiente e a sociedade.

O percurso da sustentabilidade ainda é longo, mas já se iniciou – até porque, além da mudança no comportamento dos clientes, a agenda sustentável começou a ser pautada pelo mercado financeiro na hora de ceder e aportar recursos financeiros, como rodadas de investimentos, cessão de empréstimos e financiamentos.

Isso agilizou as mudanças e promoveu uma corrida saudável para que toda a cadeia possa aprimorar seus procedimentos e para que a agenda seja incorporada por todos. Nessa corrida pelo avanço sustentável, as empresas têm encontrado na gestão eficiente e inteligente a aliança que permite colocar em práticas todas as diretrizes necessárias para mudar a consciência geral em busca de melhores resultados atrelados ao desenvolvimento consciente.

 

* Luis Fernando Talib é gerente nacional de desenvolvimento de negócios da Slimstock.

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