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Seis coisas que você deve saber antes de dizer que entende de torre de controle logístico

 

Publicado em 10/03/2020

Desejada por todos, ela está na crista da onda!

É sexy, bonita, inteligente e tem todo o controle na palma da mão.

Eu poderia estar falando de um artista ou influenciador do streaming midiático. Desses que ganham uma pequena fortuna para aparecer em um evento ou fazer um comercial.

Mas, não é disso que falo, e sei que você sabe, pois, o título do texto não permite mistérios.

Falo da Torre de Controle Logístico.

Um hub de informações e deliberações centralizadas que é o verdadeiro estado da arte da gestão moderna, e, que pode garantir uma grande fortuna, minimizando erros, eliminando desperdícios e maximizando a eficiência de toda a cadeia.

 

Com a popularização de tecnologias como: Internet das Coisas, Data Intelligence, Blockchain, Big Data e outras, tornou-se possível e, razoavelmente, mais barato e acessível, ter tecnologias embarcada.

Permitindo saber em tempo real o que máquinas e pessoas estão fazendo, reduzindo assim, o tempo de ação que levava dias, para horas ou até minutos. Proporcionando métricas para correção dos problemas em tempo real.

O que naturalmente garante maximização de eficiências, redução nos custos e informações precisas para apoiar a tomada de decisão.

Isso não parece um sonho?!

Não é a toa que a torre de controle é objeto de desejo da maioria das empresas e gestores, mas tenha cautela!

 

Tem gente por aí implantando torre de controle que acaba por não entregar os resultados que deveria.

Um sonho que se torna pesadelo logo depois que o consultor vira as costas.

Em vista disso, antes de pensar em implantar uma torre de controle ou sair por aí dizendo que é especialista na ferramenta, existem seis coisas (no mínimo) que você deve saber.

 

Seis coisas que você deveria saber antes de sair por aí dizendo que entende de torre de controle logístico

 

1 – Está ligada a tecnologia, mas não tem a ver só com tecnologia

A tecnologia é fundamental na captura de todos os benefícios que uma central de inteligência logística pode entregar, e, é ela que viabiliza a gestão on-line, real time, on time de toda operação.

No entanto, ter milhões em tecnologia disponível não é sinônimo de ter uma torre de controle de sucesso. Não mesmo!

Vi muito dinheiro gasto em torres de controle que em anos de operação não deram o payback (tempo de retorno desde o investimento) esperado. Enquanto outras, alcançaram o resultado em menos de seis meses.

Motivo?

Uma torre de controle deve ser alicerçada em três pilares e, tecnologia é apenas um deles. E, posso garantir que não é o mais importante.

Stephen Covey, autor do best-seller “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes”, alertava que as organizações tendem a fracassar caso se preocupem apenas com a melhoria contínua dos processos e sistemas, sem dar a devida atenção ao aperfeiçoamento das relações pessoais que estão interligadas aos seus funcionamentos.

 

2 – Processos e pessoas são mais importantes que a tecnologia embarcada

Quando se instala uma câmera em qualquer ambiente, automaticamente se consegue entre 10% e 30% de melhoria na eficiência. Mesmo que a câmera esteja desligada.

Isso porque, pessoas quando sabem que estão sendo “monitoradas”, tendem a se comportar de maneira mais coerente com o esperado.

Contudo, com o tempo elas se acostumam com aquela câmera, seja por comodismo ou porque imaginam que nem ligada está. Afinal, não se fala nada a respeito. Não há treinamento, engajamento, nem mesmo puxão de orelha (retroalimentação é um termo melhor).

O mesmo acontece quando só há tecnologia.

Sem processos bem definidos e trabalho de engajamento e motivação com as pessoas, a tecnologia por si mesma, não causa a mudança necessária.

São três os pilares que sustentam uma torre de controle: tecnologia, processos e pessoas.

A importância de cada um?

  • Tecnologia: 25%;
  • Processos: 25%;
  • Pessoas: 50%.

E quanto mais operacionalizo torres de controle, mais inclinado fico a atribuir 70% para pessoas, especialmente liderança. Assim como acredita o professor Vicente Falconi.

 

3 – As decisões tomadas não são populares. Haverá muita resistência

A chegada de uma torre de controle implica em mudança de uma cultura que pode estar consolidada há anos ou décadas.

Logo, monitorar, redesenhar processos, padronizar a operação, eliminar os desperdícios e começar a falar em alta performance pode ser mais difícil do que parece.

Isso por que, gente não gosta de mudanças. Elas se incomodam. Principalmente se essas mudanças estiverem vindo de um desconhecido, que é o que geralmente acontece, uma vez que, consultores ou gestores vindos do mercado, são quem implementam tais mudanças.

Você vai precisar do apoio da diretoria. Mudanças desse nível precisam vir de “cima pra baixo”. Não como imposição, mas como apoio.

Assim, se presidentes e diretores não acreditam na ferramenta, esquece. A torre não vai alcançar seu potencial máximo.

 

4 – Planejar é fácil, o desafio está na execução. Humildade é o caminho

Você e sua equipe devem ter clareza sobre o produto entregue por uma torre de controle.

Costumo dizer ao meu time que a torre de controle não transporta, não produz, não armazena, não vende, enfim, “não causa transformação direta” no produto de sua gestão.

Qual o produto da torre então? Informação!

A torre de controle é uma área de sonhos.

Ela olha para o plano de voo, ou seja, o planejamento, orçamento ou base zero e conduz a organização à melhor acuracidade do plano.

Porém, tudo tende a ser mais simples do que o ar condicionado do escritório.

Segure-se na cadeira!

Você perceberá que trabalhar na trincheira; no GEMBA; na operação, às vezes, as coisas podem complicar um pouquinho mais.

Imagine só. Alguém entra na sua casa e começa te dizer: Você deveria fechar a torneira ao fazer a barba. Quando abrir a geladeira poderia pegar tudo de uma vez só? Tem certeza que deveria compra essa camisa? Seu guarda-roupa tem peça que nem usou ainda. Apaga a luz quando sair…

Você certamente vai se incomodar.

Caraca, é a “minha casa”, sempre vivi assim e agora tem alguém dizendo o que devo fazer. Tão me vigiando…
Isso é (metaforicamente) o que a torre de controle faz.

Torre de controle é uma área mais de influência do que de execução.

Portanto, para alcançar o alvo, esse time, antes de serem compostos por especialistas técnicos, devem ser excelentes comunicadores, negociadores, estrategistas e acima de tudo, humanos.

O approach com a operação, clientes e gestores demandará do time o que o mercado chama de Soft Skills. Competências ligadas a personalidade e comportamento do profissional: inteligência emocional, empatia, simpatia, saber se comunicar de forma clara, poder de síntese, leitura de ambiente; tom de voz e etc.

 

5 – Tenha embaixadores junto a operação

Se você costuma ler meus textos, sabe que não canso de dizer que aprendemos desde muito cedo, com papai e mamãe, a não confiar em estranhos sob nenhuma hipótese.

Mas, mesmo sabendo disso, por algum motivo acreditamos que, de alguma maneira, uma operação nervosa, que não dorme e que resolve um problema atrás do outro, vai confiar e trabalhar junto com uma área que eles nunca visitaram e nem mesmo conhecem seus membros.

Para que a torre de controle consiga a parceria das pessoas para quem presta serviço, é necessário estar com essas pessoas.

Não dando ordem ou ensinando nada para eles. Muito pelo contrário.

Aprendendo com eles, confraternizando, sentindo as dores da operação.

Pondo a mão na massa, aAlmoçando junto, jogando futebol, tomando algo e dando risada durante e depois do expediente. Ou seja, sendo humano.

É preciso ter embaixadores presentes onde as coisas acontecem.

 

6 – Se não sabe como tocar uma torre, o outsourcing pode ser uma saída

Talvez você tenha chegado a esse último item apavorado.

Sabe do potencial que uma torre de controle tem, no entanto, percebeu que operacionalizar uma, não é tão simples quanto parece. Ou compreendeu os motivos de não ter dado certo aí na sua empresa não é mesmo?!

Eu te entendo. Pode acreditar.

Por outro lado, não estamos diante de um bicho se sete cabeças, mas de três (falamos lá em cima dos três pilares).

As dúvidas podem ser:

  • Qual tecnologia adotar?
  • Preciso mesmo fazer esse investimento?
  • Qual o retorno terei?
  • Os ganhos serão em que escala?
  • Como convencer as pessoas da importância da torre e de operarem com ela?
  • Depois de implantada como capturar os ganhos?
  • Como retroalimentar os processos e as pessoas depois que se acostumarem com a torre para não virar lugar comum?


São muitas as dúvidas que surgem.

Minha sugestão é: contrate especialistas!

Vejo muitas empresas tentando o: vamos fazer a gente mesmo.

O que nem sempre é ruim ou errado.

No entanto, o conhecimento de mercado e benchmarks de quem já acertou e errou, pode reduzir em anos a maturidade que sua empresa precisa adquirir.

E por ser uma área informativa, de apoio diretivo e de alta performance, adotar a terceirização pode ser uma grande sacada.

Você pode derrubar uma árvore com um martelo, mas vai levar cerca de 30 dias. Se você trocar o martelo por um machado, você poderá derrubá-la em cerca de 30 minutos. A diferença entre 30 dias e 30 minutos é a habilidade, já dizia Jim Rohn. Com toda humildade, temor e respeito a ele, eu acrescentaria na frase acima a importância da ferramente.

“A diferença entre 30 dias e 30 minutos é a habilidade para escolha e uso da ferramenta”.

 

Agora, de posse do conhecimento dessas seis coisas, certamente você já percebeu que uma torre de controle é muito mais do que só sexy, bonita, inteligente e empoderada.

E, independente do ramo de negócio que você está, se precisa maximizar eficiência, ter controle operacional, tático, estratégico e custos reduzidos, a torre de controle logístico é pra você.

Que tal implantar uma?

 

 

Achiles Rodrigues

Por Achiles Rodrigues

Possui mais de 16 anos de atuação em logística, transportes, processos e pessoas. É professor de liderança e criatividade e um entusiasta do mundo digital. É graduado em administração de empresas, Teologia e pós-graduado em MBA Logística e Supply Chain.

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