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Torre de controle: o estado da arte da gestão logística que vem mudando a história das grandes empresas

 

Publicado em 21/09/2020

 

Quem compra um produto ou serviço espera recebê-lo na quantidade e qualidade combinada, de preferência com frete grátis e o mais rápido possível.
Essa expectativa coloca a logística na crista da onda e desafia gestores a pensar fora da caixa para fazer entregas mais rápidas, mega eficientes e com o custo ideal.
Uma característica comum da era moderna, que, alavancada pela revolução 4.0, muda a forma de fazer gestão.
Como se adaptar a toda essa revolução?
Nesse artigo discutiremos a Torre de Controle, ou simplesmente Control Tower, como ferramenta de gestão logística capaz de mudar o status quo do seu negócio e de sua carreira.
Antes um adendo…

Vamos aprender sobre a história da torre de controle, o que ela é, quais benefícios pode trazer e como implementar uma de muito sucesso, contudo, pretendo também desmistificar a ferramenta, mostrando que talvez aquilo que você tem em sua empresa e chama de torre de controle não atende o conceito, e, por isso, você não consegue o resultado devido.

Leia até o final e saiba tudo sobre essa incrível ferramenta chamada Torre de Controle.

 

A primeira torre de controle da história foi erguida há 100 anos

Hoje é impensável organizar o tráfego aéreo sem as emblemáticas torres de controle presentes em todos os grandes aeroportos do planeta.
Mas, foi somente na década de 1920, quando os serviços de transporte aéreo de passageiros começaram a crescer junto ao fim da primeira Guerra Mundial, que a primeira torre de controle aéreo do mundo foi erguida, no então principal aeroporto de Londres, que ficava em Croydon, cerca de 20 km ao sul da capital.

Inicialmente, os primeiros pilotos comerciais voaram em aviões militares convertidos, e só podiam fazê-lo quando as condições meteorológicas fossem adequadas.
Mas, quando o número de voos comerciais começou a aumentar, obedecendo datas e horários rígidos, surgiu a necessidade de poder-se voar em diferentes condições.
A partir desse momento, quando não era mais suficiente que os pilotos se guiassem por seus próprios olhos e por mapas, a recém-formada Comissão de Navegação Aérea Internacional estabeleceu que os principais aeroportos deveriam enviar e receber boletins meteorológicos.

A partir de então, as torres com seus controladores coordenam os movimentos de milhares de aviões, direcionando rotas em caso de mau tempo e decidindo quando as aeronaves deveriam pousar e decolar, tentando evitar atrasos – mas, acima de tudo, acidentes. (Fonte: Globo.com)

Qualquer semelhança com a necessidade do surgimento da torre de controle para operações logísticas modernas não é mera coincidência.
Para gerir a cadeia de suprimentos com todas suas movimentações inbound e outbound: janelas de entrega, tempos e movimentos, carga e descarga, motoristas e separadores, caminhões e máquinas diversas, eu diria que; ter uma torre, não é opcional, é obrigatório.

Contudo, cuidado para não comprar gato por lebre. Não é porque leva o nome de torre de controle, que é uma torre de controle.
Permita-me explicar.

 

Ferramentas genéricas travestidas de control tower são um perigo

Com pouco mais de 20 anos atuando em logística nos mais variados setores e, nos últimos dez, implementando e operacionalizando torres de controle, pude ver muitas ferramentas “genéricas” sendo chamadas de control tower.

Se você tem uma dessas “torre de controle” na sua empresa, a partir desse ponto ouvirá, ou melhor, lerá algumas verdades que podem doer, mas que trarão à visão assertiva que precisa para elevar de vez sua operação à patamares nunca antes vistos.
Aperte os cintos.

  • - Ter a disposição tecnologia de programação, roteirização, monitoramento e gestão de fretes não é sinônimo de ter uma torre de controle.
  • - Montar uma sala com televisões contendo indicadores no conceito gestão à vista também não é o mesmo que ter uma torre de controle.
  • - Colocar pessoas sentadas na frente de computadores com dois ou mais monitores, atualizando relatórios para grandes painéis de LED, visando apoiar a tomada de decisão, definitivamente não configura uma torre de controle.

E é exatamente essas ideias que o mercado está vendendo e entregando como torre de controle. Ações que geram algum resultado, porém, não o resultado potencial que uma torre deve entregar.
Claro que uma torre de controle tem tudo isso que citei, entretanto, somente isso não preenche o conceito de Control Tower.
O que preenche então?
Excelente pergunta.


O que é uma control tower e como ela se tornou a ferramenta mais importante na gestão logística moderna?

Para desmistificar o conceito de torre de controle e trazer clareza total, vou começar pelo que, e logo em seguida falarei sobre o como.
Uma central de integração, estratégia e inteligência logística, é também um hub de informações que aumenta a eficiência da cadeia produtiva com foco em planejamento, processos, execução, métricas e correção de desvios em tempo real.
Atuando diretamente na correção de:

  • Tempos improdutivos;
  • Movimentações desnecessárias;
  • Aumento da capacidade produtiva de equipamentos e pessoas;
  • Minimização da ociosidade veicular;
  • Tratativa de ofensores diretos e indiretos;
  • Custos operacionais diretos e indiretos;
  • Roteirização e programação logística;
  • Turnover do motorista e equipe operacional;
  • Melhoria na segurança da informação e reputação do negócio;
  • Encantamento do cliente pelo serviço rápido, seguro e mais barato;
  • Segurança de pessoas: viés importantíssimo para respeito à vida e uma operação mais produtiva;
  • Controles a padronizações gerais.


Como tudo isso se dá na prática?
A torre de controle a partir do Know How tático, operacional e domínio de um grande big data, pode apoiar o negócio em:

  • Centralização logística: localização geográfica e estratégica da central logística garantindo assim adequação a estratégia, padronização e uso de benchmark;
  • Monitoramento e rastreamento: uso de tecnologia embarcada para controle total dos ativos em tempo real, tratando desvios e aumentando diretamente a eficiência dos mesmos;
  • Programação de transporte: roteirização e despachos de caminhões para coletas e entregas visando a rota ideal, mais segura e econômica;
  • Gestão do melhor modelo de Report informativo: equalização e padronização de relatórios gerenciais e definição de canais de compartilhamento apoiando na tomada de decisão;
  • Métricas: medição minuto a minuto da operação para acompanhamento e ação corretiva;
  • Scalation List: processo que visa contato direto com a liderança para escalonamento dos problemas buscando solução imediata para os desvios;
  • Melhoria contínua: faz uso de ferramentas e conceitos de melhoria contínua em todas as suas fases.


Ou seja, a ferramenta é capaz de garantir que um negócio se torne algo lucrativo e escalável. Desde que o gestor saiba o que está fazendo.
Aconselho fortemente ler também o artigo: Seis coisas que você deveria saber antes de dizer que entende de torre de controle logístico


Como implementar uma control tower de maneira assertiva

Qualquer gestor de sucesso nesse admirável mundo novo, divide seu tempo entre pendências e tendências: dedica metade do seu tempo aos problemas do dia a dia e a outra metade as novidades que surgem no mercado.

Dito isso, é de vital importância saber submeter as operações a um bom diagnóstico entendendo quais são, e, o tamanho das oportunidades.
Para isso, investir no BPM (Business Process Management) pode ser uma excelente opção.
Esse é um conjunto de práticas focada na melhoria contínua dos processos de uma empresa, capaz de analisar, definir, executar, monitorar e gerenciar os processos com mais efetividade, ganhando competitividade no mercado.
Na Moby (consultoria especializada em torres de controle), adotamos a metodologia e utilizamos alguma ferramentas chaves no diagnóstico operacional em nossos clientes:

  1. Diagnóstico (AS IS): é a definição da situação atual do processo. Na prática é como está a operação, ou como a empresa realiza suas atividades no dia a dia.
  2. To be: é a visão dos processos futuros de uma organização, que mostra a melhor forma de realizar o processo. Na prática é como esperamos que fique os novos processos pautado nas melhores prática de mercado e melhor escalabilidade;
  3. Business Case: é uma modelagem financeira para atender investimento x retorno financeiro. Um documento capaz de fornecer uma visão do projeto, de forma que o comitê diretor do projeto (gestão da empresa) possa julgar o valor que o mesmo traz para a organização.


Esse processo é realizado junto a operação através de acompanhamento, entrevistas com o time e aplicação de ferramentas específicas capazes de apontar os desafios e as melhores oportunidades para otimizar a operação, maximizar eficiências e reduzir os custos.
Após esse processo e aprovação por parte da diretoria, inicia-se então a implementação que seguirá o script abaixo (sintetizado):

  • Integração e desenvolvimento de tecnologias existentes no próprio negócio: softwares rastreadores, de programação, de monitoramento, bem como desenvolvimento de algoritmos pautado em machine learning, biga data, BI`s e etc. O que reduz custos e valoriza a parceria com fornecedores existentes;
  • Redesenho e padronização dos processos e fluxos operacionais alicerçados nas melhores práticas capturadas na própria organização e mercado;
  • Aplicação de ferramentas de rotina e gestão de processos que garantirá o funcionamento dos processos redesenhados;
  • Treinamento de colaboradores e fornecedores: o que se pode chamar de combinar o jogo e as regras a serem adotadas a partir da implantação.


E tudo isso é só o começo.
Depois de tudo integrado é preciso assistir a operação e dar todo suporte necessário para que a torre de controle entregue o máximo de resultados.
A torre de controle garante uma operação enxuta, controlada, informativa, sem desperdícios, com as eficiência maximizadas e no custo ideal.
O que acha de levar o conceito para sua empresa?
 

 

Achiles Rodrigues

Por Achiles Rodrigues

Possui mais de 16 anos de atuação em logística, transportes, processos e pessoas. É professor de liderança e criatividade e um entusiasta do mundo digital. É graduado em administração de empresas, Teologia e pós-graduado em MBA Logística e Supply Chain.

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