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Inglês ou Pós, eis a questão!

Publicado em 16/05/2019

Esta é uma dúvida muito frequente quando estou orientando carreiras, sejam jovens ou menos jovens, há sempre uma polêmica em torno deste tema.

Quando consideramos um jovem de 25 a 30 anos, recém saído da graduação, vemos um profissional sedento de conhecimentos e buscando qualificação para evoluir rápido na carreira. Olham para os degraus da escada hierárquica na empresa e observam títulos e idiomas nos currículos de seus gestores e nos níveis mais altos. Se pensarmos na globalização e na logística internacional, na riqueza de experiências que um intercâmbio pode oferecer, muitas vezes inclusive custeado pela própria empresa, sem sombra de dúvidas investir no idioma é a melhor aposta pois abrirá melhores oportunidades em empresas multinacionais mesmo em cargos menores, visto que o idioma é um fator ainda muito limitante no recrutamento e seleção das empresas.

Quando avaliamos carreiras de profissionais na média de 32 a 42 anos, nos deparamos com pais e mães de família, com filhos em idade escolar, o que por sua vez impõe uma rotina de trabalho árdua, o chamado "terceiro turno". Neste cenário é bem mais difícil investir tempo em qualificação, o que exige muito mais determinação e persistência destas pessoas, e considerando o exposto acima, nesta fase investir em pós ou especializações parece uma opção mais adequada.

Investir no idioma é mais complicado do que uma pós graduação ou especialização, pois estas últimas podem ser feitas online sem muitas perdas. Já o idioma, apesar das inúmeras plataformas digitais, sabemos que a prática da conversação é que faz um indivíduo ser ou não um falante da língua.  Sendo assim, a dedicação ao aprendizado do idioma requer mais esforço, presença e prática constante. Se considerarmos que entre 25 e 31 anos em média as pessoas não estão casadas ou com filhos, em regra este é o momento oportuno para dedicar seu tempo ao desenvolvimento do inglês.

É importante ressaltar que nos processos seletivos, investigamos nível de idioma e especializações de forma distinta. O requisito idioma pode ser colocado como desejável, diferencial ou indispensável. Nas posições onde o idioma é indispensável, a falta dele elimina automaticamente o candidato. Já nas posições onde o trabalhamos como requisito desejável ou diferencial, voltamos nossa atenção primeiramente para as competências técnicas e comportamentais do profissional ou seja, o que ele é capaz de produzir com sua bagagem e experiência e tais resultados nem sempre estão atrelados à pós graduação ou especializações que muitas vezes constam no currículo somente como conquistas mas não agregam conhecimentos para a atuação do profissional. E neste sentido, fazer um curso de pós-graduação ou especialização não pode ser um ato precipitado ao sair da faculdade pois dificilmente um profissional já tem clara a sua rota de atuação no mercado, com raras exceções.

No mundo ideal, o super profissional é aquele que já fala inglês enquanto cursa a graduação, e ao sair dela, investe nas pós e especializações, mas sabemos bem que o mundo real não é bem assim. Não podemos falar que é por falta de vontade ou empenho, mas por falta de oportunidades, de recursos financeiros e de tempo. É bastante comum vermos nos grandes centros urbantos, pessoas que encerram sua jornada na empresa após as 19hs e enfrentam longo transito até chegar em casa. A baixa qualidade de vida também é um fator estressor nessa equação e que acaba comprometendo o desenvolvimento intelectual dos profissionais.

Concluindo, recomendo que você avalie em que fase da sua vida você está pessoal e profissionalmente, analise a trilha de carreira dos profissionais que estão em posições mais altas e tome a sua decisão, lembrando que, idioma abre oportunidades melhores em empresas maiores, pós graduações e especializações atuam diretamente na sua performance e domínio técnico.

 

Luciana Tegon

Por Luciana Tegon

Graduada em Direito, pós-graduada em Direito Processual e Tributário. Master Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching, MBA em Gestão de Pessoas, pós-graduanda em Psicologia Positiva,Ciências do Bem-Estar e Autorealização. Sócia diretora da Consultants Group by Tegon e Diretora do portal Elancers.net. Atua há mais de 20 anos na área de Gestão de Pessoas e Consultoria Empresarial, especialista em Executive Searching, Perfil Comportamental e desenvolvimento de competências.

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