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Por que operações logísticas perdem talentos?

 

Publicado em 08/04/2022

Talvez você fique surpreso ao saber que aspectos de salário e benefícios não estão entre as principais causas para uma troca de emprego
 


Foto: Divulgação

Em mais de 20 anos liderando operações logísticas e lidando com as pessoas de todos os níveis de atuação, pude aprender quais são os principais motivos pelos quais bons profissionais deixam as organizações.

Talvez você fique surpreso ao saber que aspectos de salário e benefícios não estão entre as principais causas para uma troca de emprego. Claro que são importantes, mas há outras questões que pesam muito mais, a começar pela qualidade da liderança.

Aqui, uma lista das principais razões da perda de talentos – e o que você pode fazer para que isso não aconteça na sua operação.

1. LÍDERES QUE NÃO SE IMPORTAM

O fundamental é ouvir, estar aberto a opiniões e perspectivas diferentes. Escute com a intenção de compreender ao invés de responder. Faça perguntas. Uma palavra de incentivo pode mudar o futuro de uma pessoa. Além disso, é preciso reconhecer o esforço a mais e valorizar a contribuição individual, pois isso faz a diferença! Não deixe nunca que a intensidade da rotina operacional afaste os líderes das pessoas. A humildade do líder é a melhor forma de ganhar confiança de alguém.

2. FALTA DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

Uma atitude mental do líder de estimular a constante aprendizagem de cada pessoa cria um ambiente em que TODOS estão comprometidos em se desenvolver – seja no trabalho, com novas funções, cursos ou leituras. As reuniões de feedback individual reforçam o compromisso genuíno do líder com o desenvolvimento de cada membro da equipe.

3. FALTA DE UM TRABALHO SIGNIFICATIVO (PROPÓSITO)

Ser guiado por um propósito quebra barreiras! Tem a ver com respeito, ambiente seguro, diversidade e inclusão. Contempla a sustentabilidade operacional e a responsabilidade social. Na logística, o propósito de atender o cliente com excelência é bastante poderoso se for bem comunicado! É preciso que cada um perceba seu trabalho como parte importante na satisfação do cliente.

4. FALTA DE SUPORTE À SAÚDE E BEM-ESTAR

A pandemia escancarou que (ter) saúde é o maior bem das pessoas. Práticas como o trabalho híbrido (remoto + presencial) e suporte à saúde mental passaram a ser imprescindíveis. Programas preventivos contra a ansiedade, depressão e casos de burnout, incentivo a atividades físicas geram uma equipe mais calma. A sensação de bem-estar gera otimismo, que nos faz enxergar um futuro melhor, além de ser essa a sensação que nos ajuda a lidar com mais calma com os desafios que enfrentamos diariamente. Resumindo: se falta bem-estar na equipe, falta tudo!

5. POUCA FLEXIBILIDADE

Sem flexibilidade não há inovação. Em um cenário de mudanças rápidas e crises inesperadas, permita que as pessoas tenham iniciativa. Premie a proatividade e a capacidade de mudar rapidamente. Se alguém se sente estagnado ou limitado, irá procurar outra organização que valorize suas iniciativas. Mas, para isso, seus processos dentro da operação também precisam ser flexíveis diante de novos problemas.

6. FALTA DE UMA ESTRATÉGIA A SEGUIR E PRIORIDADES

Se não estabelecemos o que é prioridade mediante visão clara do caminho a seguir, as pessoas se sentem desorientadas e inseguras em relação ao futuro. Comunicar e reforçar as estratégias é algo que deve ser feito repetidamente.

Posso assegurar que tratar as questões acima traz forte impacto positivo no clima organizacional, desempenho de equipes e resultados em operações.

Vivemos um momento de desafios sem precedentes nas cadeias de suprimentos e mais do que nunca precisamos de equipes com alta performance. Espero que estas reflexões e experiências possam ajudar na retenção dos seus melhores talentos. Desejo sucesso nessa caminhada!

Luís Eduardo Ribeiro

Por Luís Eduardo Ribeiro

É Gerente Regional de Operações da Martin Brower, líder global em soluções logísticas de ponta a ponta para redes de restaurantes. Ao longo da carreira, liderou a supply chain de empresas como DHL, Carrefour, Ponto Frio, bioMérieux etc. Em 2016, planejou e executou a logística de alimentos para as Olimpíadas RIO-2016. Recebeu Moção de Reconhecimento da Assembleia Legislativa do RJ pelos serviços prestados como Administrador de Empresas. Foi eleito Profissional de Logística do Ano pela Revista MundoLogística.

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