Informe os dados de acesso para entrar na área do assinante.

Quem vai vencer a corrida pela entrega rápida?

 

Publicado em 17/05/2021

Qual é o gargalo mais antigo da logística?

Sem dúvida, é o tempo de entrega ao cliente de seus produtos. E as empresas já entenderam: quem entrega mais rápido, ganha mercado e vende mais.

A diferença de um dia de prazo para a entrega pode ser um fator decisivo para atrair ou afastar um consumidor.

 

A entrega na última milha é bastante complicada, especialmente no Brasil e mais ainda agora, em um mundo omnicanal onde os consumidores esperam frete rápido e grátis. A área de marketing "empurra" as promoções, como entrega no dia seguinte, até mesmo entrega no mesmo dia ou frete grátis. Sem um perfeito alinhamento de toda a logística e cadeia de suprimentos, as operações podem entrar em um beco sem saída.

 

De acordo com o "Ciclo 6 do Índice de Consumidor Futuro" da Ernst Young, publicado em março, no mundo pós-pandemia 60% dos consumidores visitarão lojas físicas com menos frequência e 43% disseram que farão compras on-line com mais frequência para produtos que compravam anteriormente na loja. O mesmo estudo também relatou que um em cada quatro consumidores considerou a lentidão na entrega a parte mais frustrante das compras on-line, e um em cada cinco não perdoa as marcas que não conseguem cumprir suas promessas.

Sem trabalhar em conjunto para garantir que a logística entregue na hora certa, no lugar certo e a um custo competitivo, empresas correm o risco de perder cliente, e operar no vermelho.

Eu gostaria de destacar alguns pontos importantes dentro deste cenário de transformações da Covid-19:

  • Players do ecommerce: A briga no país é disputada por gigantes como Magazine Luiza, Mercado Livre, Via Varejo, B2W e ficou ainda mais acirrada com a forte expansão das atividades por aqui da americana Amazon, uma potência global nas vendas on-line;

 

  • Varejo: Lojas estão se transformando em centros de distribuição avançados nas grandes cidades. Magalu, por exemplo, utiliza suas mais de 1.200 lojas como "armazéns", e só se preocupa com a última milha. É o grande "case" de sucesso da integração do físico com digital no Brasil;

 

  • Alimentação: Mc Donald´s deu o caminho apostando com sucesso nos três "Ds" (Delivery, Drive through, Digital) - com direito a massificação desta estratégia ao grande público em um patrocínio ao BBB21 e apoio da Martin Brower na excelência logística de ponta a ponta. Manter qualidade, frescor e chegar onde o cliente está exigiram reinvenção das redes de restaurantes;

 

  • Aceleração de start ups pelas gigantes da logística e varejo: são bilhões de dólares investidos em tecnologias especializadas em calcular como encurtar o espaço entre o clique da compra e a entrega do produto na porta do consumidor;

 

  • Fusões e aquisições: Fusão da Americanas e B2W. Carrefour compra o BIG. Grupo Soma adquire Hering. Renner negocia com Dafiti. Escala, capilaridade e integração do físico com digital são o nome do jogo!

 

Em suma: Indiscutivelmente a pandemia acelerou as já planejadas transformações digitais nas cadeias de suprimentos de diversas empresas.

No título do artigo, eu pergunto quem vai vencer esta corrida pelas entregas rápidas.

Estou certo que o primeiro vencedor é o cliente!
 

Luís Eduardo Ribeiro

Por Luís Eduardo Ribeiro

É Gerente Regional de Operações da Martin Brower, líder global em soluções logísticas de ponta a ponta para redes de restaurantes. Ao longo da carreira, liderou a supply chain de empresas como DHL, Carrefour, Ponto Frio, bioMérieux etc. Em 2016, planejou e executou a logística de alimentos para as Olimpíadas RIO-2016. Recebeu Moção de Reconhecimento da Assembleia Legislativa do RJ pelos serviços prestados como Administrador de Empresas. Foi eleito Profissional de Logística do Ano pela Revista MundoLogística.

Quer se manter atualizado em logística e supply chain?
Clique aqui e saiba mais!

 

Veja também: