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Afinal, o que é supply chain?

 

Publicado em 29/06/2021

A função compras, em qualquer negócio, pode atuar de tantas maneiras e em tantas posições diferentes no plano estratégico da companhia, que muitas vezes fica até difícil entender o seu papel, dependendo da empresa.

Em alguns casos, compras faz parte da estrutura de supply chain, em outros é a própria definição de supply chain (deixando de lado as outras funções, como logística, planejamento etc.), e tem o oposto a este último em que compras é uma área completamente apartada da área de supply chain.

 

Mas qual é o correto afinal?

Bom, você sabe a resposta. Depende.

Ok, mas depende de que?

 

Vamos analisar. Em primeiro lugar há que se separar os conceitos de área de supply chain e processo de supply chain. Por definição, processo de supply chain, como o nome diz, é o processo de negócio que cuida do bom funcionamento da cadeia de suprimentos. Então, para bem entendermos o escopo deste processo, precisamos entender o que é cadeia de suprimentos. A definição mais ampla inclui todas as etapas e elos da cadeia, não apenas fornecedores e empresa, mas também a manufatura da própria empresa. Todas as atividades, pessoas, sistemas envolvidos na produção e transporte de produtos e serviços dos fornecedores aos clientes fazem parte do processo de supply chain.

Ora, se fizermos a ligação direta entre área de supply chain e processo de supply chain, a área de supply chain, de qualquer empresa, deveria ser a responsável pelo processo de supply chain. Na prática não é isso o que ocorre, até mesmo porque seriam muitos pratos tendo que ser equilibrados dentro do mesmo feudo. Tanto é que manufatura, raramente, (para não dizer nunca) faz parte da área de supply chain, apesar de fazer parte do processo.

 

Voltando a compras então, e a nossa pergunta original: qual o melhor arranjo? Para mim está muito claro que ter compras, planejamento e logística juntos traz uma vantagem estratégica enorme para a companhia, pelo simples motivo de que um dos processos de negócio mais importantes fica sob os cuidados de apenas uma função empresarial, diminuindo a fragmentação, a formação de mais feudos desnecessários e a perda da visão do todo. Não apenas o procure-2-pay, mas o plan-2-procure-2-pay ficam dentro da mesma lógica.

Se ainda não conseguimos evitar a divisão de organogramas nos negócios, ao menos assim garantimos que o cliente não sofre com o excesso de fragmentação, e com o valor sendo destruído no vão entre as cadeiras.
 

Rodrigo Acras

Por Rodrigo Acras

É VP de Supply Chain na Aker Solutions. Já atuou como consultor Sr. de TOC e Processos (BPM) no grupo Malwee; gerente Sr. de Supply Chain – Logística, Logística, Planejamento, S&OP e Compras no grupo Malwee e nas áreas de engenharia de controle, engenharia de processos, produção, manutenção e supply chain em empresas como Tritec Motors (BMW & Chrysler), Renault e GVT/Telefônica. Professor e consultor associado no Instituto nomm.

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