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Entender a cultura do seu interlocutor: a nova maneira de se destacar na supply chain

 

Publicado em 22/04/2021

Não é nenhuma novidade que mesmo com a pandemia de Covid-19 estabelecida, viagens limitadas e a tendência ao nacionalismo exacerbado em alguns países, o ambiente de negócios continuará sendo mais e mais globalizado.

Nós, profissionais de supply chain, obviamente temos um papel importante neste cenário, e sentimos os efeitos das conexões globais como em poucas outras profissões. Mas será que falar a língua de nossos interlocutores é o suficiente?

Saber o idioma não é diferencial para nada faz tempo, mesmo que muita gente ainda não tenha entendido isto. O grande diferencial é entender a fundo, com estudo estruturado e disciplina, as características culturais dos países com os quais temos contato direto.

Cada cultura tem suas especificidades e traz diversidade na maneira como as pessoas se comunicam, dão feedback, lideram, decidem, confiam, discordam, gerenciam o tempo e persuadem. Entender isso a fundo pode ser a diferença entre uma negociação bem-sucedida ou um desastre, entre o follow-up preciso de uma entrega ou uma surpresa desagradável quando a carga não chegar, entre o sucesso na apresentação dos resultados do trimestre ou a desconfiança generalizada de que os números não batem.

Uma das ferramentas para mapear a cultura do seu interlocutor nestes oito eixos, entender as diferenças e planejar adequadamente seu curso de ação foi descrita pela professora do Insead, Erin Meyer, em seu brilhante livro “Culture Map”, o qual sugiro muito a leitura.

Mas como disse, é apenas uma das ferramentas existentes. A observação atenta do comportamento dos interlocutores, a escuta ativa e a empatia continuam sendo as ferramentas mais básicas para te tirar de qualquer possível “saia justa”.

Aprenda o idioma sim, o quanto antes possível, mas não esqueça que o que você fala (em qualquer idioma) é apenas uma parte pequena do exemplo que dá, e as atitudes calibradas com a cultura em que se está inserido podem fazer milagres.
 

Rodrigo Acras

Por Rodrigo Acras

É VP de Supply Chain na Aker Solutions. Já atuou como consultor Sr. de TOC e Processos (BPM) no grupo Malwee; gerente Sr. de Supply Chain – Logística, Logística, Planejamento, S&OP e Compras no grupo Malwee e nas áreas de engenharia de controle, engenharia de processos, produção, manutenção e supply chain em empresas como Tritec Motors (BMW & Chrysler), Renault e GVT/Telefônica. Professor e consultor associado no Instituto nomm.

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