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Planejar ou executar? Na logística, o equilíbrio tem que ser perfeito

 

Publicado em 01/04/2021


 

 

Ao longo dos anos, nesta vida de logística e supply chain, percebo que existe um aparente paradoxo, uma discussão infinita sobre planejamento, forecast de demanda, estudos de redes, etc. Além de sua aparente oposição à velocidade na execução, capacidade de reação e adaptabilidade.

Existe um preconceito não declarado segundo o qual “quem é bom de planejamento não é muito na execução e vice-versa”.

 

Nassim Taleb define eventos chamados por ele de Cisnes Negros como “um evento com três atributos descritos a seguir:

 

- Primeiro: o Cisne Negro é um outlier, pois está fora do âmbito das expectativas comuns, já que nada no passado pode apontar convincentemente para a sua possibilidade;

 

- Segundo: ele exerce um impacto extremo:

 

- Terceiro: apesar de ser um outlier, a natureza humana faz com que desenvolvamos explicações para sua ocorrência após o evento, tornando-o explicável e previsível.

 


Se alguém duvida que este é exatamente o caso que abateu a humanidade no início de 2020, provavelmente não tem acompanhado as notícias, ou melhor, literalmente não vive neste mundo.

Em um mundo repleto de Cisnes Negros como é o nosso mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), fazer a gestão da logística é, acima de qualquer coisa, um ato de coragem.

Coragem para tomar decisões com pouca informação; de estar com o dedo no pulso da operação 24/7 e, principalmente, de suportar o ruído, filtrar e priorizar o que realmente faz sentido.

 

Não é para qualquer um!

 

A ilusão do planejamento perfeito caiu de vez por terra depois desta pandemia. É tempo de reaprender a planejar, com uma visão mais ampla e espaço para variações e improvisações. É mais do que hora da capacidade de execução ágil assumir, ao lado do velho e bom planejamento, seu papel de protagonista.

Planejamento e execução não são antônimos. No mundo VUCA, um não pode ser comprometido em função do outro. Ao contrário, ambos ocupam o primeiro lugar no podium.

 

Rodrigo Acras

Por Rodrigo Acras

É VP de Supply Chain na Aker Solutions. Já atuou como consultor Sr. de TOC e Processos (BPM) no grupo Malwee; gerente Sr. de Supply Chain – Logística, Logística, Planejamento, S&OP e Compras no grupo Malwee e nas áreas de engenharia de controle, engenharia de processos, produção, manutenção e supply chain em empresas como Tritec Motors (BMW & Chrysler), Renault e GVT/Telefônica. Professor e consultor associado no Instituto nomm.

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