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Consultor estratégico de negócios: a evolução da função comprador

 

Publicado em 28/06/2021

 

A importância das atividades de compras tem aumentado expressivamente nos últimos tempos. 
No caso das instituições privadas e públicas, esse aumento está diretamente associado ao crescimento das despesas e à complexidade das demandas. Com a adoção das novas práticas de gestão de compras, as organizações privadas e públicas tendem a reduzir seus custos internos de manutenção, que aliado à difusão da informação e do conhecimento, pode trazer vantagem competitiva, para garantir a realização dos seus objetivos estratégicos.


No processo formal administrativo antiquado de compras, são vários os documentos e informações que são anexados constantemente e de forma cronológica, durante a vida útil do processo: autorizações, pedidos, levantamentos, cotações, mapa de preços, etc, que, conjuntamente servem para compor todos os passos do papel do comprador no processo de compras, contudo, tudo isso apenas engessa e produz ineficiência.


 A busca pela melhoria dos processos passa pelo uso sistemático da informação como base, influenciando diretamente a capacidade de se atingir os objetivos pretendidos, tornando-se necessário que se tenha a participação de todos os interessados no processo.
Afirmar que preço é sinônimo de fechamento de bons negócios, significa no mínimo miopia e uma grande desconexão com a realidade de mercado. 
Atualmente, a análise da aquisição deve ser muito mais detalhada pois outros fatores pesam na tomada de decisão. Para acertar na escolha do produto ou serviço, o consultor estratégico de negócios precisa ir além da tradicional cotação de fornecedores e assumir uma postura proativa e, acima de tudo, estratégica. É hora de deixar de ser “o cara” que gera gastos e se tornar a pessoa que cria oportunidades para a empresa reduzir custos e otimizar processos. 

 

Veja algumas atitudes podem ser tomadas na direção supracitada

 

  • Sair da bolha e se integrar com os outros departamentos da empresa

A melhor forma de atender a demanda é entendê-la. Como funciona e quais são as necessidades das diferentes áreas para poder colaborar de forma efetiva, seja buscando um fornecedor ou sugerindo um novo processo que otimize a cadeia de suprimentos.

  • Estreitar relacionamento com fornecedores a fim de buscar inovação

Inovação é quase um valor obrigatório nas empresas de hoje. E o departamento de compras pode (e deve) ser uma das áreas que agrega esse valor. Uma forma é estreitar o relacionamento com fornecedores a fim de buscar novas soluções conjuntamente. 
Parceria é a palavra-chave: se o negócio é bom para os dois lados ele só tende a progredir, seja com o desenvolvimento de novas tecnologias, soluções, processos e até desenvolvimento de novos produtos.

 

  • Estar em sintonia com a empresa como um todo

Todas as ações de uma companhia passam pela área de compras. E a virada de chave é justamente quando a passagem despercebida se torna estratégica: uma forma de agregar valor. 
Quando bem ambientado e por dentro dos processos e metas da empresa, o Consultor Estratégico de Negócios passa a ser peça fundamental no planejamento do negócio. Ele pode sugerir adequações na operação logística, um novo fornecedor, formas de enxugar custos, entre outras ações que fazem a diferença na performance global da companhia.

 

  • Ir além das compras

O Consultor Estratégico de Negócios precisa ir além do seu departamento. Não basta só conhecer toda a empresa, mas também conhecer o mercado. É necessário estar atualizado e antenado às tendências de diversas áreas, tais como: logística, finanças, contábil, marketing e produto. 
Também pode e deve buscar soluções e boas referências no mercado e aprender novas tendências de negociação, planejamento e análise. Um profissional com background sólido gera muito mais valor e isso é música para os ouvidos das empresas e pelo lado do profissional de compras, fortalece e muito a sua empregabilidade.

Conclusão

Sair da zona de conforto não é simples. É muito conveniente agir como um mero comprador colocador de pedidos que faz o que o cliente interno deseja, é certo que a ruptura de um modelo de atuação gera incomodidade mas com diálogo, metodologia, persuasão e principalmente resultados, certamente o trabalho de levar as iniciativas produtivas a frente fica muito facilitado. 
Evitamos percalços e nos acostumamos aos caminhos de sempre e com as tomadas de decisões no piloto automático. Mas para evoluir, é necessário fazer diferente e ir além, e isso causa desconforto e exige tempo e esforço para aprender e se adaptar ao novo. E quando se está disposto a buscar soluções diferentes, aumenta-se drasticamente a possibilidade de inovar. O consultor estratégico de negócios deve estar sempre em busca de inovações, para se reinventar e estar atualizado com as mudanças que acontecem no mercado, processos e na área tecnológica.

Sandro Reis

Por Sandro Reis

Coordenador dos programas de MBA Executivo em Procurement, Gestão de Contratos e Supply Chain Management no Instituto A Vez do Mestre e na Universidade Veiga de Almeida, especialista em oratória profissional, professor e palestrante do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças, Instituto Nacional dos Executivos de Suprimentos, membro da Comissão de Logística do CRA-RJ, profissional com vasta experiência em gestão de negócios, trajetória de 20 anos em gestão e profissionalização das áreas de Suprimentos e Contratos em empresas de grande porte – Vale S/A, White Martins, Icatu Seguros e Comitê Olímpico 2016.

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