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Focada na digitalização de transportadoras, Cargo X muda estratégia

 

Publicado em 30/11/2021

Em entrevista para a MundoLogística, Fábio Lobo, gerente executivo de Operações da Cargo X, comentou o novo momento da empresa e os planos para o futuro neste novo cenário


Foto: Divulgação

A Cargo X, startup que desde 2013 busca reescrever a cultura do transporte de cargas no Brasil, mudou de posicionamento. O novo foco é a criação de soluções de tecnologia para transportadoras.

A fim de promover a digitalização dos parceiros, a Cargo X está oferecendo um pacote completo de serviços por meio do Programa de Parcerias para Transportadoras. Além da oferta de crédito, o projeto inclui opções como emissão de documentos, seguro de cargas e rastreamento de caminhões. 

Federico Vega deixa o comando da Cargo X, passando a presidir o novo grupo, e passa o bastão para Fábio Lobo, que assume como novo porta-voz da Cargo X para o mercado. Em bate-papo com a MundoLogística, o executivo falou sobre o momento da empresa e os planos para o futuro neste novo cenário como parte de um unicórnio.


MUNDOLOGÍSTICA: O que significa para a Cargo X este novo momento?

FÁBIO LOBO: Estamos extremamente contentes porque agora, mais do que nunca, poderemos focar em nossa missão de ajudar as transportadoras na sua digitalização. Desde 2019, a gente vem migrando o foco e passamos a dedicar todos os esforços a oferecer um pacote de serviços para atender as transportadoras na operacionalização de fretes.

Por que a mudança de foco para transportadoras?

Nossa vocação sempre foi a digitalização e a excelência operacional. Ao nos aproximar das transportadoras, conseguimos ajudá-las no processo de digitalização e, consequentemente, a reduzir seus custos e a burocracia que elas enfrentam no dia a dia com a operação. Dessa forma, nossos parceiros focam em captar cargas e nós ajudamos na operacionalização do frete. Todos ganham desta forma.

Agora, Cargo X e FreteBras fazem parte de um mesmo grupo. O que isso quer dizer na prática?

Nossas operações sempre foram independentes e continuarão sendo. Na prática, não muda nada. O nosso serviço é consultivo, com um atendimento personalizado pensando nas dores das transportadoras na hora de emitir documentação, fazer gerenciamento de riscos e ter um fluxo de caixa positivo através do adiantamento do frete [capital de giro]. A FreteBras é 100% autosserviço, a transportadora que busca um caminhoneiro apenas pode encontrar lá na plataforma [da FreteBras] em questão de minutos. São negócios fundamentalmente diferentes, com um cliente em comum: as transportadoras.

O que as transportadoras podem esperar da Cargo X a partir de agora?

Nós vamos acelerar muito a nossa oferta de capital de giro para as transportadoras, porque sabemos da dura realidade que elas estão enfrentando. Os embarcadores aumentam os prazos de pagamento, enquanto os compromissos são diários. Como nós conhecemos muito o setor, somos capazes de oferecer crédito a taxas muito mais acessíveis e no momento a empresa está investindo R$ 200 milhões em capital de giro para o nosso Programa de Parcerias. Vamos trazer tecnologia para ajudar na documentação, rastreamento, seguros e, quem sabe, até TMS num futuro próximo. Estamos olhando ainda algumas opções.

Você está assumindo agora esta nova responsabilidade de porta-voz. Qual vai ser o seu maior desafio?

Com certeza dar seguimento a um grande legado deixado pelo Federico de inovação e excelência, porém como um dos principais apoiadores na mudança de foco da Cargo X, eu tenho a missão de mostrar cada vez mais que somos um verdadeiro parceiro das transportadoras.

Qual a sua perspectiva sobre o setor de transporte rodoviário de cargas em 2022?

A pandemia obrigou todo mundo a se digitalizar e nós sabemos que nem todos estavam preparados. Como nós somos nativos digitais, para nós foi uma grande oportunidade de nos aproximar das transportadoras e mostrar para elas o caminho das pedras da digitalização

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