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Aposta em CDUs urbanos multiplica faturamento da Unlog

 

Publicado em 25/03/2020

Startup multiplica faturamento em 20 vezes com novos contratos em setores-chave da economia, ampliando participação no mercado de logtech



Reverter a ociosidade de espaços tem ficado cada vez mais caro nas grandes cidades brasileiras. E essa máxima vale tanto para o poder público, como para a esfera privada. Edifícios comerciais, e residenciais também, já andam fazendo as contas para potencializar a utilização daqueles metros quadrados, que muitas vezes estão em regiões extremamente valorizadas, mas ficam vazios horas e horas ao longo dos dias. É de olho nesse potencial que a Unlog, nova denominação da Unpark desde fevereiro de 2020, aposta. Como startup logtech, cujo conceito se baseia em reinventar a utilização de espaços ociosos nas grandes cidades, transformando-as em pontos de apoio para a logística, a empresa já aumentou a sua receita em 20 vezes desde a fundação, em 2018.

 

"Nossa proposta é ser um oásis para o ecossistema de logística, oferecendo pontos de apoio que diminuam os impactos de custo, tempo e ambientais. Os bastidores da logística são um mundo árido e hostil. Ninguém se importa muito com a qualidade de vida dos entregadores, mas se esquece que isso impacta na velocidade e qualidade da entrega." - Michele Dim D'Ippolito, CEO e co-fundador da Unlog.

 

Nos últimos seis meses, a Unlog fechou contratos com gigantes dos segmentos de bebidas, tabaco e medicamentos. E sabe que há espaço para mais.

 

"A mudança de nome não só preserva os valores e o compromisso dos serviços aos clientes já estabelecidos, mas também amplia os negócios no hub de logística e na mobilidade para empresas."

 

Hoje, a Unlog está desenhada em quatro frentes de negócios, que funcionam como produtos da startup. São elas, Unpod, Undock, Unpark e Unpass.

 

“As metas de crescimento são realistas, mas vão demandar um fluxo de caixa consistente, por isso abrimos uma nova rodada de captação focada em investidores que tem em seu radar o segmento de logística que é uma das grandes promessas dos próximos anos.” -  Samantha Barbieri, co-fundadora da Unlog.

 

Unpod

O Unpod, cuja ideia é ter smartlockders multifuncionais que podem ser usados como pick-up points e nano crossdocks, já entrou no radar de multinacionais.

A Ambev fechou o primeiro pedido com a Unlog e vai iniciar a implementação da solução em abril deste ano, no Rio de Janeiro.  A ideia é ampliar a velocidade e os canais de interação com o consumidor final.
Mas o uso do Unpod não se limita ao crossdock. Há também o modelo pick-up point.


Undock

Outro produto que está na mira das multinacionais é o Undock, que são pequenos centros de distribuição urbanos de 70 a 300 m2 para crossdock e estoque avançado. O grande diferencial dessa frente de negócio é conseguir por meio da ocupação de espaços ociosos, oferecer um ponto estratégico de distribuição a um custo de metro quadrado supercompetitivo. 

 

Outras soluções

Além do Unpod e Undock, a startup de Logtech ainda oferece soluções para otimizar o uso do estacionamento. Batizado de Unpark, a ideia é ofertar uma plataforma de assinatura de estacionamento, lastreada no conceito "milk run". Em outras palavras, "milk run" remete à corrida do leiteiro, quando o entregador tinha que ir de casa em casa, e deixar na porta a garrafinha de leite cheio, e para aproveitando o trajeto, otimizar a logística e já retirar as garrafas vazias. Unpark, que agora se torna um produto, era, inclusive a antiga denominação da companhia, que a partir de fevereiro de 2020 passou a se chamar Unlog.

 

“A história da Unpark, hoje Unlog, começa em 2018, quando tivemos a ideia de conectar pessoas com vagas ociosas com quem gostaria de pagar menos para estacionar. Assim nascia o app da Unpark. Com o passar do tempo, identificamos que o modelo sofria para ganhar escala pelo aspecto cultural das grandes cidades brasileiras. Então, em julho de 2019, com um grande ativo de espaços ociosos cadastrados na mão, e com o mercado de logística sedento por inovação, resolvemos pivotar totalmente a startup e transformá-la em um hub de logística e mobilidade para empresas. Foi aí que percebemos que tínhamos mirado em uma formiga e acertado em um elefante.” - Michele Dim D'Ippolito.

 

 

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