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Brasil tem 283 startups de logística. Conheça as 10 maiores

 

Publicado em 22/10/2020

Juntas, as startups de logística no Brasil atraíram investimentos superiores a 180 milhões de dólares este ano


A atuação de algumas startups de logística no Brasil, conhecidas como logtechs, já são verdadeiros legados, com marcas estritamente conhecidas e adoradas. O que pode soar surpreendente é o numero de startups existentes no país: 283, segundo estudo do Distrito LogTech Report, empresa de inovação aberta que atua junto a startups.
Do total, 50% dessas startups foram fundadas entre os anos de 2015 e 2020, provando que o setor se mantem em crescimento, mesmo durante a recessão trazida pela pandemia.
O levantamento, apoiado pela KPMG, Volvo e VLi, indicou que as logtechs atraíram US$ 187,6 milhões em aportes, de janeiro a setembro deste ano.

 

As 10 maiores startups de logística no Brasil

Afinal, dentre tantas propostas relevantes ao cenário logístico, quais as startups que mais se destacam?
Considerando fatores como o faturamento, investimento captado, porte e grau de visibilidade, ocupam as 10 primeiras posições:

  1. iFood;
  2. Loggi;
  3. Mandaê;
  4. Clique Retire;
  5. FreteBras;
  6. DeliveryCenter;
  7. CargoX;
  8. Modern Logistics;
  9. Cobli; e
  10. Truck Pad.

 

Os maiores aportes

Desde 2011, as logtechs captaram um montante de US$ 1,3 bilhão, divididos em aproximadamente 100 rodadas de investimento. A categoria de Entrega foi a que mais recebeu recursos, US$ 911,1 milhões no total. Isso representa 74% de todo o investimento já realizado em logtechs brasileiras. Importante destacar, entretanto, que este volume se deve aos grandes investimentos nas startups iFood e Loggi, que representam mais de 95,5% dos aportes desta categoria. Em segundo e terceiro lugar estão as categorias de Logística Reversa e Marketplace de Frente, com a captação de US$ 265 milhões e US$ 202,7 milhões, respectivamente.

O levantamento dividiu as logtechs em cinco áreas de atuação: Gestão Logística (43,6%), que apresenta soluções eficientes na gestão do processo logístico, com uso de analytics, Internet das Coisas e Inteligência Artificial; Entrega (19,4%), serviços para entrega mais eficaz ao consumidor final, explorando diversos modais, como até mesmo drones; Logística Reversa (12%), serviços que intermediam a volta de um produto para a cadeia de suprimentos; Estoque (11,3%), empresas que utilizam tecnologia armazéns, centros de distribuição, fluxo de estoque e atividades como tráfego de carregamento e descarregamento; e Marketplace de Frente (11%), soluções que atuam como intermediárias entre fornecedores e transportadores para entrega de cargas fracionadas, permitindo análise comparativa e cotação de frete.

O estudo ainda aponta que, em 2020, foram realizadas 13 aquisições, das quais quase 50% efetivadas por grandes varejistas (Via Varejo, B2W, Magazine Luiza), confirmando que o varejo tem observado o acirramento da concorrência, tornando necessário aquisições das startups para inovar, melhorar e baratear serviços.

 

 

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