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Como nasce um parque logístico

Publicado em 26/01/2015

O arquiteto Alcindo Dell’Agnese conta, passo a passo, o processo de concepção, desenvolvimento e implantação do parque logístico GLP Guarulhos

Ao longo dos últimos 14 anos, o arquiteto Alcindo Dell’Agnese e sua equipe ajudaram a desenhar a transformação de uma antiga fazenda, às margens da Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, em um dos mais completos e modernos parques logísticos do País: o GLP Guarulhos. A área total do terreno já alcançava 1,2 milhão de m², mas era necessário um projeto técnico de recuperação, desenvolvido por empresa especializada e administrado pela AD Arquitetura.

Coube a Dell’Agnese viabilizar as contrapartidas para a recuperação da área junto à Prefeitura Municipal de Guarulhos. “Projetamos e foi executada a duplicação da avenida Landri Salles, que tinha apenas uma pista precária. O acesso à área foi fundamental. Em 2011, teve início a construção da primeira etapa do parque logístico. Passamos a trabalhar com o foco na implantação de indústrias. Em seguida, foi adquirida uma área do outro lado da Dutra, o que propiciou a construção de um viaduto privado, para que o empreendimento contasse com acesso pelos dois lados da rodovia. O viaduto deve ser inaugurado ainda em 2015”, destaca Dell’Agnese. No condomínio logístico, estão galpões de grandes empresas dos ramos automobilístico e de logística, e, em alguns meses, também começa a operar a varejista de moda Riachuelo.

Desde 2002, a AD é a grande desenvolvedora desse projeto, consolidando o GLP Guarulhos como “um dos melhores do País na sua qualidade urbanística, acessos com viaduto, mobilidade interna, preservação das áreas de proteção ambiental, e na flexibilidade, pois são vários módulos que permitem a locação para clientes de vários portes. Nós temos orgulho de ter concebido, desenvolvido e ajudado a colocar em pé esse projeto”, sublinha Dell’Agnese. Na segunda etapa das obras do parque logístico GLP Guarulhos, serão construídos seis novos galpões, em um total de 217 mil m².

Projeto
O desenvolvimento do conceito do projeto do parque logístico GLP Guarulhos teve início em 2005. “A topografia acidentada do terreno impôs desafios à ocupação”, afirma o arquiteto Luiz Eugênio Ciampi, sócio-diretor da AD Arquitetura. O terreno foi divido em 15 galpões. A configuração atende às exigências mais atuais do mercado de operações logísticas, em termos de equipamentos e características construtivas de fachadas, telhado e piso.

“As características construtivas de cada um dos galpões incluem piso de alta capacidade de carga, pé-direito livre de 12 m de altura, fechamentos em estrutura metálica, com pré-pintura de fábrica de alta durabilidade, telhado metálico com proteção termoacústica, equipamentos de iluminação zenital e de ventilação natural”, acrescenta Ciampi.

A estrutura principal metálica otimiza o prazo de entrega da obra e aumenta a área de ocupação interna, por utilizar área de projeção reduzida em relação ao concreto. Os pilares têm proteção passiva contra fogo, conforme normas do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Todas as portas de docas são do tipo seccional e com acionamento automatizado. A marquise metálica permite a captação da água da chuva para a reutilização.

De acordo com o arquiteto Alan Gonçalves, responsável pelo desenvolvimento técnico do projeto, foram implementadas soluções para que o empreendimento atinja um nível sustentável bem mais alto que o padrão desse tipo de construção. No projeto, além dos compressores relativos ao sistema de climatização, foram instalados motores de pressurização do sistema de combate a incêndios e, também, dos geradores de energia. A iluminação e a climatização apresentam maior eficiência energética. Os equipamentos sanitários e sistemas de manutenção e operação economizam água.

“O projeto especificou materiais de piso e cobertura com baixo índice de absorção de calor, área ajardinada e permeável maior que a legislação vigente determina. Incluiu separação de resíduos e controle da emissão de poluentes químicos em seus materiais. Foi prevista a saída dos funcionários com fácil acesso ao transporte público”, completa Gonçalves.

 

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