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Conectividade e análise de dados marcam o futuro do transporte de cargas

 

Publicado em 27/09/2021

Com mudanças no cenário, que apontam para o aumento do impacto da tecnologia, especialista observa que a tendência de que os motoristas profissionais assumam funções cada vez mais estratégicas e analíticas


Foto: senivpetro

O segmento de transporte de cargas possui uma importância significativa para o desenvolvimento da economia brasileira. De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o setor é responsável por aproximadamente 7% do PIB do país, corresponde à 61,1% de tudo aquilo que é transportado e é considerado o principal meio de abastecimento da indústria e comércio brasileiros.

Tal importância também é representada no número de empresas: são 219.956 companhias, com uma frota que ultrapassa 1,08 milhão de veículos. Somando os autônomos, o setor possui uma frota total de 2.270.861 veículos autorizados para realizar transporte de cargas, segundo dados publicados no Anuário CNT do Transporte em 2020.

Porém, a importância do setor não o deixa alheio das novas tendências e – consequentemente – dos novos desafios que surgem. Com um mercado cada vez mais competitivo, pautado no investimento em tecnologia e dados por parte das empresas, o transporte rodoviário de cargas (TRC) vem exigindo dos profissionais uma capacidade maior de adaptação.

Segundo Andre de Simone, empreendedor no setor de transportes e coordenador nacional da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários) da NTC&Logística, a conectividade é o futuro. “Se atualmente a ocupação de motorista é solitária, levando a vida pelas estradas na boleia do caminhão, o profissional do futuro sentirá a necessidade de estar muito mais em contato, tanto com sua base, quanto com os clientes. Isso porque, com a automação dos veículos, os motoristas deixarão de desempenhar funções repetitivas na direção, assumindo a inteligência por trás do trabalho”, explica.

Um estudo realizado pelo Laboratório do Futuro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apontou que 27 milhões de trabalhadores podem ter as tarefas assumidas por robôs ou sistemas de inteligência artificial até 2040. A pesquisa também apontou que a profissão de motorista de caminhão tem 79% de chances de serem substituídas pela automação.

“Os dados geram grandes questionamentos sobre o futuro dos profissionais da área e aumentam necessidade de treinarmos intensamente nossos profissionais, para que eles possam desenvolver também habilidades analíticas, com o intuito de se tornarem analistas de logística”, adiciona Andre.

Para o empreendedor, apesar das inovações tecnológicas, sempre haverá a necessidade da inteligência, presença e experiência do motorista profissional para o funcionamento do transporte de cargas e direção de grandes caminhões nas rodovias.

“Ouso dizer que não contaremos apenas com o motorista do futuro, mas sim com uma nova forma de realizarmos o transporte rodoviário de cargas, tendo como proposta mais qualidade de trabalho. Os caminhões autônomos visam diminuir a carga de trabalho repetitiva do motorista e não os excluir de seus postos, de modo que grandes montadoras, já apontam a importância do componente humano nesta nova tecnologia de caminhões elétricos.” – Andre de Simone, empreendedor no setor de transportes e coordenador nacional da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários) da NTC&Logística.

 

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