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Desafios e oportunidades no last mile para o crescimento do e-commerce

Publicado em 09/09/2019


Alexandre Felix, CEO da Transfolha, que aconteceu no Latam Retail Show Congress & Expo

Com previsão de volume de negócios triplicado até 2023, o e-commerce impõe desafios para as empresas

 

Os desafios e oportunidades no last mile, e seus benefícios para o crescimento do e-commerce foi o tema da palestra proferida por Alexandre Felix, CEO da Transfolha, que aconteceu no Latam Retail Show Congress & Expo, em 27 de agosto.

O executivo fez uma análise do setor. “A logística tem mudando e se modernizado ao longo dos anos, e muitas empresas que operam no e-commerce fecharam ou se juntaram a outras. E, mesmo com todas as mudanças, a previsão é que o e-commerce tenha seu volume triplicado na América Latina até 2023.

Para o CEO, o last mile tem, e continuará tendo, um papel fundamental no crescimento do e-commerce. “Nós, como fornecedores de last mile, queremos é entregar o sorriso para o consumidor, ator principal dessa equação. O fato é que a logística é muito importante e sem ela o comércio eletrônico não acontece”.

De acordo com Felix, essa modalidade de comércio ainda é tímida se comparada ao comércio físico. “O e-commerce no Brasil representou de 6 a 7% do varejo físico. Para aumentar essa preferência precisamos tornar a nossa infraestrutura mais eficaz para atender essa demanda que, como já destacado, vai triplicar até 2023. São grandes os desafios e grandes também as oportunidades”.

Ele apresentou dados significativos, como o perfil desse consumidor. “De acordo com a pesquisa do perfil do consumidor online, realizada pela Nielsen em 2019, 57% pesquisam antes de efetuar a compra, 41% buscam praticidade e vão direto a loja para efetuar a compra, 55% procuram pelo menor preço, 44% buscam por descontos e promoções, 46% buscam a diversidade e querem encontrar tudo em um só lugar e 78% procuram conveniência. Dos fatores chaves que determinam a compra online do consumidor brasileiro, 84% deles destacaram o preço, frete grátis e entrega rápida como decisivos no momento da compra e 82% disseram que receber suas compras em 5 dias ou mais é o que determina a escolha”, mostrou Felix.

Alexandre deixou claro que alguns pontos, se atendidos, podem mudar totalmente a dinâmica dos negócios. “O omnichannel mudou tudo e trouxe um novo formato de como a logística precisa se comportar. Já no marketplace temos minis centros de distribuição, um novo contato para avançar e garantir que o consumidor compre e receba na hora”, destacou.

 

As transformações que causam impacto na logística

Alexandre lembrou que está acontecendo uma importante transformação nos centros de distribuição e que isso causa um impacto no setor. “Os novos CDs estão sendo concebidos com um novo formato e os já existentes estão se transformando e passando por inovações tecnológicas. Esses centros precisam ser automatizados e contar até com robôs para movimentar os produtos. Precisam ser mais produtivos e preparados para a sazonalidade, com novos processos, layouts escaláveis e flexíveis; além de estarem próximos dos grandes centros, se multiplicando por diversas capitais e estados”, alertou o CEO da Transfolha.

Assim como nos centros de distribuição, também há impactos nos centros de cross docking, e Alexandre ressaltou que esses também carecem de transformações. “Esses centros precisam ser mais tecnológicos, com alta integração sistêmica e disponibilidade de informações; também precisam ser mais automatizados, com alta capacidade de separação; mais produtivos com alta capacidade de processamento, de velocidade na roteirização, de disponibilidade de transporte e atendimento em períodos sazonais. Ainda precisam estar mais próximos aos centros urbanos, ter alta capacidade de entrega e multimodal”.

O executivo ainda lembrou da variabilidade das operações last mile, que segundo ele, impacta nas características e determina o tipo de entrega a fazer. “Essa variabilidade está no pedido (do perfil, do peso e do valor), na demanda (pontos de coleta, cidades de destino e bairros), no destino (acesso, perfil do bairro, horário de entrega, restrição de circulação, segurança e intempéries); e nos canais de entrega (marketplace, same day delivery, pick-up points, shipping from store, drop shipping e outros)”, destacou.

Para ele, nos grandes centros urbanos o desafio é imenso, principalmente porque a demanda tende a ser cada vez maior. “Hoje fazemos tudo pelo celular e tudo o que compramos chega à nossa porta, o que amplia substancialmente os desafios. A logística é estratégica e tudo precisa funcionar de forma coordenada, porque o consumidor quer preço competitivo, entrega rápida e frete grátis. Dentre esses desafios estão a maior demanda por produtos e serviços; as prioridades conflitantes; multi-stakeholder; as restrições e a infraestrutura saturada; as questões que envolvem a segurança pública e as regulações municipais, estaduais e federais”, elencou.

 

A logística como fator de diferenciação e as vantagens do e-commerce

A logística passou a ter uma papel fundamental na estratégia de diferenciação das empresas e, nesse sentido, precisa estar mais próxima do consumidor, porque ele quer que o processo seja simples, fácil e rápido. “Por isso é necessário que haja multicanais que se complementem, como online e offline, o que significa ter locais de retirada próximos às residências dos consumidores, como grandes redes de varejo e comércio locais como pontos de retirada, bem como solução para problemas de insucesso de entrega e logística reversa, além de tipo e horário de entregas diversificados”, afirmou Felix.

Os operadores multisserviços também são importantes nesse processo. “Isso porque entregam soluções completas, como last mile, coleta (processo onde o consumidor retira as encomendas), drop shipping (onde é possível levar o produto direto do fabricante para o consumidor), marketplace (entrega mais efetiva com gerenciamento e controle), multimodalidade urbana (melhor solução de entrega, como de bicicleta, motocicleta e veículos menores), fatores que certamente melhoram a questão da segurança”, lembrou o palestrante.

 

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