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E-commerce crescerá 17% ao ano no BR até 2021, diz estudo da DHL

 

Publicado em 12/12/2019

"Carrinho de compras do e-commerce"

Na América Latina, o e-commerce crescerá cerca de 22%. O estudo indica ainda tendências para o varejo on-line e recomendações para os CDs

 

Para identificar tendências, oportunidades, desafios e como a logística pode ajudar a acelerar os resultados do comércio eletrônico, a DHL, líder mundial de transporte expresso e logística, desenvolveu um estudo sobre o comportamento do setor em toda América Latina. O resultado diz que o e-commerce crescerá 17% ao ano no BR até 2021.

 

Previsão para América Latina

Segundo o material, a previsão de crescimento, considerando toda a América Latina, é 22% até 2021, anualmente. A expectativa brasileira é similar, no entanto, o Brasil ficou atrás do México, que possivelmente crescerá 25% ao ano.
A pesquisa divide a região em três segmentos:

  • mercados maiores, como Brasil e México, que são a porta de entrada para muitos players de e-commerce;
  • os de médio porte, como Colômbia, Argentina, Chile e Peru;
  • e os menores, localizados na América Central e no Caribe.

Os dois últimos oferecem um potencial significativo para o crescimento do comércio eletrônico cross-border, entre países, com capacidade para estocar produtos e atender às várias localidades de forma rápida e com baixo custo.

 

Confira o estudo na íntegra clicando aqui
 


A revolução do e-commerce

Certamente, os dados reforçam que a América Latina deve ser a próxima para a fase de revolução do e-commerce.

 

"O setor continua relativamente em desenvolvimento na região, por isso ainda há espaços para os varejistas estabelecerem uma base e para os operadores de logística os apoiarem, construindo cadeias de suprimentos para um e-commerce eficiente.” Matthias Heutger, chefe global de Inovação e Desenvolvimento Comercial da DHL.

 

As empresas que se conectam emocionalmente ao consumidor final têm o poder de sucesso em suas vendas on-line. Os grandes players costumam abrir caminho, facilitando a transação on-line para consumidores e vendedores, permitindo que as tecnologias vinculem vários aspectos da venda digital, enquanto as mídias sociais se tornam cada vez mais importantes para influenciar as decisões de compra.

 

O e-commerce crescerá, mas e a logística como vai acompanhar?

De fato, o e-commerce crescerá de forma dinâmica na América Latina, e a logística, entretanto, ainda é um dos principais desafios para isso.
De acordo com a pesquisa, destacam-se dentre os principais problemas logísticos:

  • os entraves e a lentidão do desembaraço aduaneiro;
  • congestionamentos;
  • infraestrutura abaixo do ideal para entrega no last mile e;
  • a complexidade dos processos de logística reversa para devoluções.

O último item listado é apontado como um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento do segmento, devido aos altos índices de trocas e a falta de lucro e rentabilidade quando isso acontece. Nos Estados Unidos, algumas categorias, como moda, possuem taxas que chegam a 50% nas lojas on-line, enquanto as unidades físicas respondem por 9%. Já no Brasil, as devoluções respondem por 25% das compras totais, sendo o volume mais alto da região.

 

Afinal, como resolver os problemas logísticos?

Para contornar estes problemas, a pesquisa apresenta cinco elementos-chave que compõem um centro de distribuição regional eficaz:

  • zona de livre comércio;
  • infraestrutura eficiente de portos e aeroportos;
  • regulamentação comercial e aduaneira favorável aos negócios (como os retornos cross-border);
  • conhecimento específico de logística de e-commerce e;
  • cooperação entre indústrias - com comerciantes, fornecedores de tecnologia e logística trabalhando em sincronia.

 

Alternativas encontradas pela DHL

No Brasil, as três unidades da empresa se complementam para cobrir a cadeia do e-commerce de ponta a ponta, com soluções customizadas e eficientes. Para DHL Express, o e-commerce é uma das quatro principais tendências globais e por isso faz parte da estratégia corporativa até 2025.

 

"Continuaremos a investir em diferentes recursos e áreas, o destaque dá-se a tecnologias para flexibilizar as entregas diretamente aos consumidores finais, atendendo diferentes necessidades de entrega, sem aumentar o custo logístico." Patrícia Starling, diretora de Comercial e Marketing da companhia para o Brasil.

 

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