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E-commerce estabiliza a vacância nos condomínios logísticos do Sul

 

Publicado em 14/09/2020

Alta na taxa de vacância nos condomínios logísticos, do sul do país, é atribuída ao bom desempenho do comércio eletrônico

 

Apesar dos impactos da pandemia e do aumento das devoluções, o mercado de condomínios logísticos na região Sul fechou o segundo trimestre de 2020 com estabilidade, conforme indicam dados da Colliers International Brasil.
A taxa de vacância ficou em 10% ante os 9% do mesmo período do ano passado. A absorção líquida – saldo entre locações e devoluções – foi negativa, de -13 mil m².
Se comparado ao mesmo período do ano anterior, a região registrou maior volume de área devolvida, quando o índice foi de -4 mil m². Apesar das devoluções, a taxa de vacância é considerada saudável para o mercado, pois tem permanecido próxima de 10% desde o final de 2018.
De acordo com Rogério Luz, gerente da divisão de logística da Colliers Internacional, o impacto logístico na região foi reduzido graças ao posicionamento das principais empresas de e-commerce ao longo de 2019.

 

"Vimos importantes varejistas absorvendo áreas no ano passado, fato que proporcionou vantagens logísticas em meio à crise do novo coronavírus. Vale ressaltar que a área de galpões logísticos se mostrou mais resiliente em relação a varejo e escritórios, em que o fechamento das atividades comerciais e a adoção do sistema home-office trouxeram impacto mais relevante, tanto em novas locações como em devoluções.”


Segundo a consultoria, novos hábitos de consumo impulsionados pela pandemia motivaram players a estabelecerem posições estratégicas em todas as regiões do país, especialmente naquelas onde o poder aquisitivo é maior, como no sul do país.
Rodrigo Demeterco, presidente da Capital Realty, desenvolvedora e administradora de condomínios logísticos líder no Sul, diz que é um momento econômico desafiador, mas se mantém otimista diante da procura por parte de empresas de consumo.

 

“Existe demanda por parte de empresas de consumo, alimentício, comércio eletrônico e do setor farmacêutico, que são as áreas menos afetadas pela crise. No Paraná, somos o único condomínio logístico em obras de expansão, o que mostra nossa segurança de que o mercado de galpões e logística está retomando o crescimento de maneira eficiente.”

 

Presente nos três estados da região Sul e em São Paulo, a Capital Realty está expandindo o condomínio logístico Mega Curitiba, localizado em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. Com investimento de R$ 30 milhões, a empresa vai acrescentar mais 21 mil m² de área construída ao condomínio, totalizando 66 mil m². A obra deve ser entregue em dezembro de 2020. A Capital Realty também pretende comprar um terreno, ainda neste ano, para implantar novo condomínio logístico em um dos mercados em que já atua. Atualmente a Capital Realty soma 450 mil m² de área construída.

Preço médio

Segundo os dados fornecidos pela Colliers, o preço médio atual pedido na região Sul é de R$ 19,1/m² mensal. No segundo trimestre do ano passado, o preço era de R$ 19,45/m² mensal. Por estado, os valores são: Rio Grande do Sul, R$ 17,60 no segundo trimestre de 2020 e R$ 16,50 no  mesmo período em 2019; Santa Catarina, R$ 20,3 no segundo trimestre de 2020 e R$ 22,00 no mesmo período de 2019; e Paraná, R$ 20,3 no segundo trimestre de 2020 e R$ 19,40 em 2019.

 

Pós-pandemia

Segundo o gerente da divisão de logística da Colliers Internacional a expectativa é de que a atividade econômica seja retomada gradualmente ao longo do segundo semestre.

 

"Esperamos que o setor volte aos patamares que observamos em 2019, quando registramos grandes locações, sobretudo de empresas de e-commerce, varejo e transportes. Devemos ter um terceiro trimestre ainda de ajustes e reflexos da pandemia, mas o e-commerce, varejo e transportes devem seguir protagonizando as principais absorções, sobretudo aquelas operações ligadas a alimentos e bebida, saúde, higiene e limpeza. O estoque atualmente vago deve suprir as necessidades dos próximos meses e não deve haver desequilíbrio entre oferta e demanda na região como um todo."

 

 

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