Informe os dados de acesso para entrar na área do assinante.

Eficiência operacional sobe 25% em centro de distribuição com 5G

 

Publicado em 12/08/2020


O projeto é uma amostra do potencial da Internet das Coisas sustentada pela rede 5G de telefonia móvel, aumentando a eficiência operacional

 

Além de reduzir o tempo de envio de materiais, a Huawei registrou aumento de 25% na sua eficiência operacional com o novo Centro de Distribuição (CD) inteligente, inaugurado há pouco em Sorocaba, São Paulo. Uma rede 5G privada, que consegue cobrir a área de 22 mil m2 do local, habilita os robôs autônomos de transporte.
Segundo a gigante chinesa, os resultados positivos já justificam o empreendimento iniciado em fevereiro deste ano.
O projeto é uma amostra do potencial da Internet das Coisas sustentada pela quinta geração de telefonia móvel.
Tiago Fontes, gerente de Marketing Estratégico da Huawei Brasil, destaca que o chamado 5G Smart Campus Warehouse também atua como uma vitrine para a indústria.

 

“Por que não começar dentro de casa? Analisamos as oportunidades que tínhamos nas mãos e vimos que o armazém tinha um grande potencial. Nisso, buscamos analisar os pontos fracos da indústria e um deles era o transporte de material. Resolvemos trazer esta solução, robôs conectados ao 5G para facilitar, e automatizar todo esse processo de transferência de materiais.”

 

A eficiência operacional do CD inteligente

Todos os dias, 25 caminhões são desabastecidos no armazém e cinco mil sites são atendidos por mês, uma operação volumosa que eleva o nível de complexidade de ponta a ponta.

 

“A operação exige que você tenha muitos dados trabalhando e algoritmos para que se tenha processo a processo e ciclos mais rápidos. E todos esses processos precisam ser automáticos”.


Para conectar toda a cadeia logística do armazém, a Huawei recorre a etiquetas com RFID (sigla para Radio Frequency Identification ou Identificação por radiofrequência). Apesar de não ser uma novidade na indústria, essas etiquetas são importantes, pois utilizam a frequência de rádio para captura de dados. De acordo com a Huawei, todo o centro de logística em Sorocaba foi atualizado de forma a dispensar o uso de papel.
Cada caixa, por exemplo, conta com um sensor RFID e nessa orquestração a computação em nuvem entra para armazenar todas as informações e permitir um sistema conectado de fim a fim, o que garante também informações em tempo real sobre o estoque.
Esse tipo de conectividade é o que também dará suporte para a “consciência” dos robôs, os AGVs (Automated Guided Vehicle). Segundo Fontes, estes possuem capacidade para suportar até 800 kg e atualmente 100 deles transitam em um fluxo contínuo no CD. Uma vez que a bateria do veículo chega a 17% de sua capacidade, o robô consegue transferir sua tarefa para outro e, na sequência, encaminha para a área de recarga. Câmeras internas conectadas à rede 5G privada atuam para monitorar a operação autônoma. A linha de embalagem e pesagem também ganhou conectividade e inteligência.

 

5G como a única saída

E por quê não recorrer às tecnologias já disponíveis no mercado para habilitar a automação que a Huawei propõe? Fontes explica que o 5G foi a resposta que conseguia garantir tanto alta velocidade e baixa latência para manter o ritmo e conformidade da operação.

 

“Dentro de um armazém você tem muitos dispositivos e você precisa de uma conexão massiva para ganhar uma eficiência impressionante e que possa atender a necessidade de dentro do armazém.”

 

Fontes ressalta que outras tecnologias legadas não dariam conta da operação.

 

“O bluetooth, por conta da distância entre os dispositivos, não resolveria. O Wi-Fi seria instável e colocaria em risco a segurança da operação. E a rede fixa não é flexível, sem falar do custo de colocar cabo de fim a fim em todo armazém.”

 

Atualmente, apenas os AGVs e as câmeras de segurança estão conectadas à rede 5G no armazém em Sorocaba. Próximos passos no projeto devem cobrir outros dispositivos industriais, como as empilhadeiras.

 

 

Veja também: