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Focados no cliente, 50% dos varejistas devem automatizar a distribuição

 

Publicado em 13/01/2021

Pesquisa revela intenções de automizar distribuição para melhor atender necessidades do cliente on-line

 

Uma nova pesquisa da Blue Yonder®, conduzida pela Researchscape International, identificou as prioridades e investimentos mais urgentes na distribuição do comércio eletrônico dos executivos do varejo de hoje no meio da pandemia.
A segunda parte do relatório de pesquisa Future of Fulfillment da Blue Yonder revela que nos próximos 12 meses, mais de 50% dos varejistas - em comparação com aqueles que estão neste momento totalmente automatizados - planejam automatizar completamente seus locais de distribuição para estarem melhor posicionados para atender às necessidades do consumidor. Além disso, o uso de Centros de Distribuição (CDs) emergentes, dark-stores (exclusivamente de vendas on-line) e microcentros de distribuição se duplicarão à medida que os varejistas se voltam para o comércio impulsionado pelo cliente.

Realizado em outubro de 2020, o relatório analisou as respostas de 300 executivos seniores do varejo e do e-commerce, responsáveis pelas operações de logística e atendimento nos EUA. A primeira parte foi lançada em dezembro de 2020.

 

A automação do comércio impulsionado pelo cliente

Os varejistas estão recorrendo à automação para aprimorar a cadeia de suprimentos do seu varejo e ter mais controle sobre a experiência da compra on-line. Além de que, eles reconhecem que CDs emergentes, os microcentros de distribuição e as dark stores podem ajudá-los a manter o inventário on-line o mais próximo possível dos clientes, o que permite cumprir com os pedidos de maneira rápida e rentável.

  •  Conforme o e-commerce expande, cresce também a automação das redes de distribuição, com 14% dos varejistas tendo automação em seus locais de atendimento hoje e 21% espera uma automação completa nos próximos 12 meses, o que representa um crescimento de 50%. Quase um quarto (23%) dos executivos esperam ter a maioria de seus locais de distribuição automatizados no mesmo período.
  •  17% dos varejistas de pharma, saúde e beleza atualmente têm todos os locais de atendimento automatizados - mais do que qualquer outra vertical.
  •  Nos próximos 2 a 3 anos, o uso de CDs emergentes por parte dos varejistas dobrará, passando de 12% das redes atuais para 26%; as dark stores duplicarão desde uma base pequena, passando de 6% das redes atuais para 12%; e os centros de micro distribuição quase dobrarão, passando de 15% das redes atuais para 27%.
  •  64% dos varejistas atualmente fornecem serviços de compra online, retirada na loja e uma experiência de compra sem contato, mas isso diminuirá em cerca de 8% nos próximos 2-3 anos. Com o início da vacinação contra a COVID-19, a previsão é que os consumidores retornem às lojas físicas, o que pode explicar a redução prevista.

 

“Os varejistas estão ampliando sua rede de distribuição e a sua presença em parte para entregar a last mile, enquanto atendem ao aumento de pedidos e-commerce a curto prazo. Tão importante quanto, eles entendem que prever com precisão a demanda é fundamental para sustentar o crescimento da receita. As capacidades e locais avançados e de omni-distribuição integradas com a automação são chave para uma distribuição rápida e eficiente. Ter a solução certa da cadeia de suprimentos para obter essa visibilidade end-to-end é a chave para o sucesso dos varejistas.” - Ed Wong, Senior Vice President, Global Retail Sector, da Blue Yonder.

 


Varejistas reposicionando ativos de distribuição e mão de obra para se alinhar com as expectativas do cliente

Para atender à demanda do comércio voltado ao cliente e aumentar a satisfação, os executivos do varejo devem ampliar a capacidade e melhorar a produtividade laboral. Para isso, terão que melhorar seus processos de picking e os custos de armazenamento, o que se alinha com os planos de investir em centros de distribuição locais ou as dark stores, que é uma opção de armazém mais rentável que permite processos de picking mais rápidos e eficientes.

  •  Durante os próximos 12 meses:

 

 >> A maioria dos varejistas priorizarão o aumento da capacidade existente (43%) e a melhoria da produtividade laboral (42%).

- Aproximadamente metade dos varejistas de alimentos (49%) e de produtos para pets (49%) citaram a expansão da capacidade existente como uma área que gostariam de melhorar - mais do que qualquer outra vertical. 

- Mais da metade dos varejistas pharma, saúde e beleza (52%) e de cuidados de pets (52%) selecionaram a melhoria da produtividade laboral como uma área que gostariam de priorizar - mais do que qualquer outra vertical.

- Quase 40% dos executivos de varejo desejam melhorar os processos de picking (39%) e reduzir os custos de armazém e centro de distribuição (38%).

 

Inteligência e visibilidade em supply chain incorporada, a chave para a experiência do cliente

Junto com a marca, o produto e o preço, os varejistas precisam incluir a distribuição como parte de sua estratégia de negócios geral para acompanhar a realidade do mundo de hoje. Como a COVID-19 continua a afetar drasticamente a forma como os funcionários trabalham, não é surpresa que a precisão do inventário e a visibilidade em tempo real estejam na lista de áreas que os varejistas gostariam de melhorar para garantir que atendem às demandas dos clientes. Também no topo da lista está o gerenciamento da força de trabalho.

  • Durante os próximos 12 meses:


>> Quase metade (48%) dos varejistas desejam melhorar os preços e as promoções para garantir a rentabilidade desde o lançamento ao mercado até a redução de preços.

>> Quase dois quintos (38%) dos varejistas desejam melhorar o gerenciamento da força de trabalho, incluindo retenção dos colaboradores, o envolvimento deles e a produtividade.

- Na primeira parte do relatório, os varejistas citaram a manutenção de práticas obrigatórias de distanciamento social ou protocolos de segurança (36%) e a escassez de trabalhadores (34%) como desafios importantes da força de trabalho.

- Melhorar a visibilidade e a organização do inventário em tempo real (36%) e o gerenciamento de sortimento (36%) para impulsionar vendas, e margens mais altas em todos os canais com informações focadas no cliente, foram listados como outras prioridades principais.

- Isso se alinha com uma descoberta importante na primeira parte do relatório, que revelou que mais da metade (51%) dos varejistas citaram a falta de inventário como seu maior desafio da distribuição.

 

“A pandemia hiperacelerou a digitalização do varejo. Os varejistas não podem mais confiar apenas na marca, no produto e no preço. A distribuição agora é parte integrante de uma estratégia de varejo end-to-end bem-sucedida. Com a incerteza ainda iminente à medida que entramos em 2021, os executivos de varejo precisam reorientar rapidamente as estratégias centradas no cliente para oferecer velocidade e conveniência, resultando em uma revisão abrangente e a racionalização da cadeia de suprimentos de ponta a ponta, desde o planejamento, a colocação de inventário, distribuição e rotas para o mercado. Os varejistas que se reorientam em uma cadeia de suprimentos centrada no cliente, impulsionando o comércio, estarão mais bem equipados para se adaptar a qualquer ambiente, responder aos picos e desafios futuros. Ao mesmo tempo que entregam o produto certo, pelo preço certo e da maneira mais otimizada, de acordo com preferências e necessidades dos consumidores.” - Omar Akilah, vice president – Commerce, da Blue Yonder

 

 

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