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Importações devem ter alta de 7% em 2021 na Maersk

 

Publicado em 08/01/2021


Relatório apontando retomada econômica prevê alta nas importações e exportações


Segundo relatório do comércio divulgado pela A.P. Moller-Maersk, empresa de logística integrada do mundo, as expectativas para 2021 são otimistas, apontando para um crescimento de 3,5% nas exportações e de 7% nas importações neste ano.
Além disso, a líder global no transporte marítimo de contêineres está focada em ampliar a operação no Brasil e em expandir a movimentação de carga pela via terrestre, aérea e por cabotagem.
De acordo com Julian Thomas, presidente do grupo Maersk no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, a expectativa da Maersk para 2021 é de muito otimismo no Brasil.

 

“A meta é crescer cerca de 20% em faturamento por conta do plano de expansão dos serviços logísticos no país e ampliar essa oferta para um tremendo portfólio de clientes que usam nossos navios.”


O balanço indica que a exportação se manteve positiva ao longo de todo o último ano, com crescimento de 4% no primeiro trimestre, 1% no segundo (período de pico da pandemia do Covid-19) e 7% entre julho e setembro. Segundo José Salgado, diretor executivo comercial da Maersk, o resultado se deve a fatores como “a guerra comercial entre China e Estados Unidos, a valorização do dólar e a seca nos Estados Unidos, que favoreceu produtos brasileiros como soja, milho e o suco de laranja”.


Ainda segundo o relatório, o produto refrigerado de maior destaque em 2020 é a proteína animal, especialmente a carne suína, que cresceu 63% em relação a 2019. As exportações de frutas também apresentaram crescimento de 15%. Enquanto isso, a madeira foi destaque entre as cargas secas, com aumento de 28%, principalmente para os mercados da Ásia e dos Estados Unidos. Além do café, que também teve um aumento elevado na exportação, com crescimento de 10%, com maior destaque durante o mês de novembro.

 

“Percebemos uma evolução de crescimento mais rápida na área de refrigeradores, principalmente em frutas e proteína animal, que estão diretamente ligadas ao consumo. Apesar da pandemia e da crise mundial, a exportação vem se recuperando.”

 

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