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Na logística, a automação é aliada ou inimiga do colaborador?

 

Publicado em 30/04/2021

Diferente do que se pensava no passado, automatizar a operação logística não é sinônimo de demissão, mas sim de novas e mais seguras oportunidades de trabalho

 

Um mito muito comum, quando se fala de automação logística, é que esse tipo de modernização dos processos tem como consequência, direta e necessária, a diminuição no quadro de funcionários. Porém, com o avanço das tecnologias e os novos projetos desenvolvidos pelos operadores logísticos para atender as demandas específicas de cada cliente, a cada dia isso se torna mais distante da realidade. A automação pode ser, na verdade, uma aliada para a motivação e qualidade de vida dos colaboradores, além de contribuir diretamente no clima organizacional.

“A grande necessidade de automatizar diz respeito aos processos repetitivos, aqueles que normalmente não apresentam nenhum desafio ao colaborador. Com a automação, o que ocorre, na prática, é que a equipe pode assumir funções mais estratégicas, sendo os responsáveis por conferir e analisar informações, além de pensar em formas de desenhar e melhorar o processo. Vemos, com isso, profissionais mais empenhados, com desejo de crescimento.” - Ricardo Agostinho Canteras, especialista em logística de cadeia fria e diretor Comercial e de Operações da Temp Log. 


Novos cargos surgem por meio da automatização. Analista de IoT (internet das coisas), Analistas de Power Bi e Engenheiro de Softwares são alguns deles. Os cargos passam por mudanças em suas nomenclaturas e em suas atribuições, mas o profissional logístico continua presente.

“O que muda é o seu modus operandi. Então, o conferente, por exemplo, tem, a partir da modernização, uma rotina muito mais analítica e baseada no acompanhamento e gestão de informação através de indicadores de performance da operação. Esse profissional precisará desenvolver competências técnicas mais voltadas a análises, softwares, hardwares, e consequentemente tem um ganho profissional e financeiro.”


Além disso, a eliminação do erro causado pelo olho humano, que é o principal benefício da adoção de processos automatizados, também é um ponto a favor para o colaborador. Quando uma falha manual ocorre, há uma necessidade de refazer processos, o que leva a perdas financeiras e à insatisfação do cliente, isso aumenta o estresse de todo o time.

“Quando falamos de logística de cadeia fria para o mercado farmacêutico, como é o nosso caso, o risco é ainda maior e a responsabilidade pesa para quem precisa fazer conferências manuais, por exemplo. As falhas podem prejudicar a integridade do produto e, consequentemente, afetar a saúde do paciente. Buscamos automatizar todos os processos justamente por isso. Quando alguma das etapas não ocorre de forma automatizada, as chances de falha se tornam maiores. Queremos que as conferências não sejam dependentes do olho humano. Com o computador fazendo as integrações e processamentos, a chance de erro é praticamente zero.”

 

Automação reduz custos e aumenta produtividade

Não é só na relação de trabalho que a tecnologia é benéfica. Otimizar os processos de armazenagem, distribuição e fracionamento, com softwares e equipamentos específicos, é essencial. Mais do que uma vantagem competitiva, a automação é hoje uma necessidade e as empresas que ainda apresentam resistência precisam começar, desde já, a cogitar a modernização.


“O setor logístico deixou de ser uma área complementar na dinâmica empresarial e hoje ocupa um lugar chave para que todo o processo, da fabricação à chegada até o cliente, seja feito com excelência. E para isso, não podemos ficar estacionados em um modelo de negócio que não promove vantagens visíveis para a empresa que nos contrata.”

Dentre os benefícios principais da automação, estão a agilidade, o controle maior dos processos, a integração entre as diferentes áreas da empresa, a redução de custos e a satisfação do cliente. 


“A adoção de sistemas automatizados pode ainda potencializar os resultados e a rentabilidade, fazendo com que a empresa se destaque no mercado”.

 

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