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Os desafios e tendências para a supply chain na pandemia

 

Publicado em 03/05/2021



Estudo aponta papel estratégico de soluções digitais no aumento de eficiência e redução de custos 

 

Desde o início da pandemia, o papel da cadeia logística para o abastecimento de serviços essenciais e outras necessidades da população se mostrou ainda mais estratégico, mas também mais desafiador. Em relatório com foco em supply chain, a Globant, empresa de tecnologia, aponta os principais desafios enfrentados - e agravados pela Covid-19 - por cadeias de suprimento: previsão de entregas com precisão, entregas refrigeradas, redução de custos e garantia de retorno de investimento em tecnologia. 


Segundo a Globant, para que as companhias atuantes no setor possam se manter relevantes no mercado, é preciso otimizar seus processos e adotar um modelo não linear, movido por ferramentas digitais. A empresa, especialista em transformação e jornadas digitais, explica que as cadeias de suprimentos do futuro serão movidas pela nuvem, permitindo que as empresas reinventem seus serviços e sigam em frente no "novo normal". 


O uso da tecnologia e de soluções digitais para driblar os desafios impostos pela pandemia é um movimento que deve ser amplamente adotado neste ano. Isso porque, segundo o IDC, até o fim de 2021, 90% de todas as cadeias de suprimentos da indústria de manufatura terão investido em tecnologia e, de olho na redução de custos, nos processos de negócios necessários para alcançar a verdadeira resiliência, resultando em melhorias de produtividade de 15%. 

 

Os desafios e tendências para a supply chain

 

  • Previsão de entregas com precisão 


O consumidor, cada vez mais exigente, não aceita mais um intervalo de previsão de entrega -- um grande fator na fidelização. Para atender essa demanda, as empresas do setor precisam investir em transformação digital, a fim de lidar com um ecossistema cada vez mais complexo. Isso inclui soluções para impulsionar desempenho, dar visibilidade ao processo de entrega e otimizar a experiência do consumidor. Nessa linha, uma pesquisa com mais de 1.600 executivos, para entender as metodologias de gerenciamento de cadeias de suprimento, apontou que empresas consideradas "campeãs digitais" são as que atualmente investem em soluções tecnológicas. 
Um exemplo de aplicação é o Digital Process Mining (DPC) que, aliado à inteligência artificial, está sendo usado para entender processos logísticos e para prever se entregas chegarão em seus prazos determinados, assim como possível falta de produto. Isso acontece por meio da uma coleta de dados mais rápida, diminuindo o trabalho manual e permitindo que empresas façam análises mais estratégicas de recursos e processos. Dessa forma, sai a cadeia de valor linear do taylorismo e entra um modelo de plataforma em nuvem. Aliado ainda à tecnologias de GPS, é agregada ainda mais previsibilidade e controle. 

 

  • Entregas refrigeradas 


Alguns dos grandes desafios deste período, tanto pela necessidade de transporte de vacinas quanto de alimentos, são problemas logísticos e alto custo energético. Estudos revelam que 25% das vacinas se degradam na chegada ao destino, devido à "entrega incorreta". 30% dos produtos farmacêuticos são descartados especificamente devido a problemas de logística e 20% dos produtos sensíveis à temperatura são danificados porque a cadeia de frio é interrompida durante o transporte. 
Para lidar com essas condições, empresas como Walmart, Tesco e 7-Eleven estão estabelecendo e expandindo suas próprias instalações frigoríficas, o que significa que nos próximos anos veremos o crescimento de grandes empresas varejistas que possuem frota para o transporte de produtos perecíveis. Farmacêuticas estão firmando parcerias com Contract Manufacturing Organizations (CMOs) e Contract Development and Manufacturing Organizations (CDMO), que permitem que as companhias reduzam custos e tenham acesso a expertise de ponta a ponta na cadeia de suprimentos. 

 

  • Redução de custos 


Com a crescente aderência às compras online -- principalmente desde o início da pandemia --, empresas, especialmente varejistas, têm o grande desafio de agilizar a cadeia de suprimentos e reduzir os custos de entrega. Para isso, os agentes do setor estão integrando e digitalizando toda a cadeia. 
De acordo com o estudo "Previsões para 2021", da Globant, empresas que aproveitam ao máximo a experimentação de tecnologia estão crescendo de 3 a 4 vezes mais rápido do que a média do setor. Nesse sentido, a hiperautomação terá um papel preponderante ao combinar o RPA com outras tecnologias, como Inteligência Artificial ou Process Mining, obtendo economias significativas com a detecção de ineficiências, padronização e automação de processos repetitivos. 
Garantir retorno do investimento em tecnologia 
A digitalização vem desempenhando um papel cada vez maior na economia global. No caso das cadeias de suprimentos, os processos tradicionais e análogos estão sendo substituídos pelo DSC (Digital Supply Chain) que integra novas tecnologias como realidade aumentada, big data ou blockchain, permitindo que empresas reduzam custos, promovam sustentabilidade e desenvolvam a experiência do cliente. Nesse sentido, alguns dos aspectos que as novas tecnologias estão redefinindo nas cadeias de suprimentos são a otimização do produto, a colaboração com fornecedores, otimização da logística e relações de vendas e pós-vendas. 
Porém, para realmente obter os benefícios que as novas tecnologias oferecem, as cadeias de suprimentos devem ter equipes que possuam determinadas habilidades e competências, alcançando uma verdadeira Transformação Digital e não apenas uma implementação tecnológica. Ao adotar uma abordagem mais colaborativa em que a automação desempenha um papel crítico, as equipes precisarão de habilidades em campos como segurança de dados, tecnologia móvel, computação em nuvem e análise de dados. Neste sentido, é imprescindível que se invista na capacitação de colaboradores. 
 
 

 

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