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Os estudos de casos inovadores do Logística do Futuro

 

Publicado em 22/09/2020

Grandes empresas se reuniram para apresentar os resultados e aprendizados dos seus estudos de casos, exemplificando as práticas de sucesso da logística 

 

Aprender pela experiência de quem encontrou bons caminhos para o sucesso das operações logísticas. Essa foi a proposta dos estudos de casos apresentados no Logística do Futuro, evento da MundoLogística e Scambo Consultoria.
O conceito de mirar nos resultados e boas práticas do presente para fundamentar a logística do amanhã baseou toda a escolha de temas do evento, que contou com a força do aprendizado de grandes empresas, que mesmo pertencendo a diversos setores, dependem das soluções, serviços e inovações logísticas para se manterem operando.

E é pela diversidade de projetos, insights e iniciativas que fica o resumo dos 14 estudos de caso apresentados. Confira!

 

Tecnologia & sustentabilidade: as tendências do transporte pós-Covid

Rony Neri, Senior Manager of Sales, MKT & KAM da Trimble
Rogério Luz, Especialista HSSE Transportes da BP Bunge

Equilibrar as novas exigências de nível de serviço logístico (com entregas cada vez mais rápidas) e manter iniciativas sustentáveis no transporte é um desafio aumentado pela pandemia, período em que os hábitos de consumo mudaram. A principal aliada nesse processo tem sido a tecnologia, afinal “não dá pra atender as novas demandas usando os antigos recursos”, pontou Neri. Segundo ele, ser sustentável e tecnológico é usar ferramentas que permitam encurtar rotas, economizando combustível e emitindo menos CO2; prevenir acidentes e poupar vidas; reduzir custos, manutenções e o número de veículos nas ruas.
Usar a roteirização para otimizar rotas e assim diminuir a quilometragem das frotas, amenizando o impacto ambiental, também tem sido a estratégia da BP Bunge, de acordo com Luz. Novamente, com a tecnologia dando suporte à tomada de decisão. “Precisamos deixar que a tecnologia trabalhe por nós, aprender a tirar o melhor proveito dela, tendo em mente que toda tecnologia embarcada só é um investimento quando é entendida e seus recursos/ parâmetros utilizados para melhorar os processos.
De acordo com Neri, a relação de valor, que justifica o investimento, é sentida quando se tem objetivos claros, pois a tecnologia tem amplas possibilidades, mas é preciso sua aplicação prática. Para um melhor aproveitamento tecnológico, o senior manager da Trimble destacou que tudo o que é operacional pode ser automatizado, portanto, para acompanhar as inovações, o gestor de transporte já não pode usar seu tempo com tarefas operacionais, e sim implementando estratégias de negócio. 

 


Sustentabilidade na logística: evoluindo o last mile

Andre Miyajima, Senior Sales Executive da Dassault Systèmes
Lucas Florez, Lead Consultant Sustainable Global Operations da Dassault Systèmes

Com o título de “empresa mais sustentável do mundo”, segundo a Corporate Knights, a Dassault Systèmes abordou temas como a logística reversa e os veículos elétricos como ferramentas para equilibrar os pilares da eficiência, serviço e sustentabilidade nas operações.
Envolvendo, pelo conceito de Economia Circular, a empresa pontuou, dentre os diversos desafios das entregas urbanas, as minucias operacionais analisadas por sua solução Demia Quintiq Logistic Planner. Miyajima enfatizou que a plataforma engloba o planejamento geral das viagens, sejam elas do depósito até o cliente final, loja ou suas variáveis; considerando que os veículos possam fazer múltiplas entregas/coletas pelo trajeto, otimizando tempo e recursos sustentáveis.
A solução foi desenvolvida para que o gestor possa escolher em quais desafios concentrar seus esforços, podendo redirecioná-los quando necessário.”
Flexível, a tecnologia adotada, utilizando-se de conceitos de análise preditiva, Machine Learning e Inteligência Artificial, também é orientada a resolver a imprevisibilidade de demanda atual. “Combinando tecnologias e unindo informações conseguimos gerar imputs mais acuráveis e próximos da realidade.

 


A cultura e a informatização no desenvolvimento da logística do futuro

Diego Araujo, Head Of Sales da Lincros
Marcos Aurélio, Gerente de Projetos LATAM da FCA Fiat Chrysler Automobiles

Como se preparar para o futuro? Olhando para frente! Pergunta e resposta que abriram o case da Lincros e FCA, ilustrando a necessidade de mudança de cultura acerca da digitalização dos processos, afinal “é certo que a tecnologia vai transformar a logística, mas isso começa com a quebra de barreiras culturais. Também com a consciência de que as empresas, ao iniciar sua digitalização, devem analisar suas operações do hoje e entender suas potencialidades”, enfatizou Diego.
Sobre a plataforma da Lincros, que baseou o case, Marcos destacou o projeto que objetivava digitalizar, automatizar e centralizar as auditorias de pagamentos de fretes na empresa. Dentre as inúmeras vantagens, o gerente de projetos citou o melhor aproveitamento das capacidades da equipe, que deixou de analisar e validar dados (em papel) de pagamentos de três mil faturas por semana e 700 viagens por dia. “Além disso, tivemos melhoria da eficiência operacional, mitigamos erros de cobrança, demos mais transparência ao processo, entre outros recursos que melhoraram nossa relação com os parceiros. Vemos que isso só foi possível pela flexibilidade da solução, que se permitia adaptar às nossas particularidades.”
Colocando em números, alguns ganhos tidos pela FCA: redução de 14 mil folhas de papel ao mês; 80% dos pagamentos feitos automaticamente e; 96% deles sendo pagos no prazo correto.

 


Conectando pessoas, processos e tecnologia na transformação digital dos serviços logísticos

Queit E. Zunino, IT Director da GEFCO Brazil – DSI
Ângela Gheller, Diretora de Produto e Ofertas Suplly da Totvs
Daniel Silva, IT Systems Manager da GEFCO Brazil – DSI

Integrar pessoas, processos e tecnologia era o desafio da GEFCO, contornado com a ajuda da Totvs. Presente em 47 países, a GEFCO, trilhando sua jornada digital, buscava envolver todos os níveis da empresa no processo de transformação, pautando-se na valorização das pessoas, inovação e otimização de processos. Lembrando que o processo, em fase de maturação, precisou de aceleração recorde com a chegada da pandemia.
Este caso ilustra a adoção da solução My Checklist, que segundo Queit marcou o melhor momento da parceria, que já existia há 20 anos, com a Totvs. Sobre a ferramenta, Daniel destacou a sua flexibilidade, essencial para a adaptação a uma nova operação que surgiu na empresa: o centro de reparos automotivo.  Ele destaca a facilidade de organização de processos, já que como o nome sugere, é feito um checklist operacional, simplificando e organizando o passo a passo. Expandido o uso da solução para a área de logística a ferramenta permitiu a conferência de itens de segurança dos veículos; direcionamento de coletas/ entregas; recolhimento de dados, entre outros. Atrelado ao propósito, a solução gerou os ganhos desejados na otimização e redução de processos, evidentemente garantidos pelo uso da tecnologia, indispensável à jornada.
Também essencial é o envolvimento das pessoas nesta transformação digital, pois são elas que conhecem os processos e nos apontam o que é preciso ser feito, vindo a tecnologia a se aliar a este processo. Unidas, as pessoas perdem o receio dos recursos  tecnológicos”, ponderou Ângela.

 


Do planejamento até a comprovação de entrega – softwares inteligentes otimizando os processos 

José Moreira, CEO da Point Sistemas
Raquel D´Anello, Diretora de Tecnologia da Natura & Co

A dor da Avon era comum a muitos: manter a visibilidade do processo de entrega às revendedoras e facilitar a sua comprovação. A ferramenta da Point Sistemas, o My Tracking foi a solução adotada para gerenciar, em tempo real, os mais de 100 mil pedidos/dia, vindo de três de Centros de Distribuição (CDs) e destinados aos cantos mais remotos do país.
Segundo D´Anello, a comprovação de entrega digital, o rastreio, compartilhamento do status do pedido e as demais informações geradas foram essenciais para resolver as dores e transformar a gestão, apesar da resistência inicial. “Foi um desafio mostrar aos parceiros que não queríamos monitorar seu trabalho e sim o produto, mas todos entenderam que o projeto veio para somar e seus benefícios.”
Moreira destacou que o sucesso foi tamanho que inspirou novos projetos internos, tudo com a mesma solução, por exemplo: assinatura digital; roteirização das rotas; portal da área de vendas e comunicação por SMS e chatbot. Expandido, o projeto integrou também a Natura, valendo-se do compartilhamento de rotas e veículos para melhorar o processo.
 


Roteirização e monitamento de entregas: benefícios para os negócios de distribuição de alimentos e bebidas

Christianno Guimarães, General Manager da Omnitracs

Atuando em mais de 70 países, entre eles o Brasil, a Omnitracs abordou seu software de roteirização e planejamento de rotas como recurso de adaptação e apoio na retomada, uma vez que em cenários incertos a redução de custos pela economia de quilômetros rodados e de veículos utilizados é vital para a viabilidade dos negócios.
Diante aos impactos da crise, Guimarães destacou dois pontos, que segundo ele, são imperativos para o reestabelecimento: flexibilidade e agilidade. Também mencionou os bons resultados obtidos na alteração de rotas estáticas para as dinâmicas, melhor aproveitando as frotas, assim como o ajuste nos tempos de atendimento.
Quanto às mudanças, aceleradas pela pandemia, que alteram a demanda dos softwares de roteirização, o general manager destacou a tendência de migração para as soluções em nuvens, devido as suas inúmeras vantagens operacionais. Ainda o forte crescimento na demanda por integrações com outros sistemas, reforçando a abrangência das tecnologias.
Perguntado sobre o futuro da logística, ele reforçou que “diante ao alto grau de imprevisibilidade, o futuro já não pode ser previsto, mas a certeza é que a capacidade de reação deve ser rápida”.

 


Intralogística 4.0: tecnologia para atender ao consumidor do futuro

Alejandro Bagnati, Diretor de Gestão de Projetos da ID Logística
Guido Hoff Junior, Gerente de Tecnologia da MOR
Lucas Pasquali, Gerente de Engenharia da Bertolini

A Bertolini demonstrou sua atuação no setor de automação com a apresentação de dois cases, um deles voltado para solução autoportante, transelevadores, e outro na linha de separação de pedidos. 
Na Mor, com a implantação de um armazém verticalizado, atingido os 30 metros de altura, Junior falou da relevante redução de custos obtida, redução de 20 a 40% de mão de obra e ganho de 30 a 40% de espaço físico.
Já na ID Logistics a solução adotada se voltou ao picking, com a separação de 700 mil unidades/ mês e potencialidade de expansão. Dentre os ganhos gerados pelo projeto de linha de separação de pedidos, Bagnati destacou a acuracidade e redução na mobilidade dos separadores, alocados por estações de trabalho. Aliás, Pasquali destacou que esse tempo gasto pelos operadores é a principal dor do picking não automatizado. “No dia a dia das empresas que operam sistemas de separação sem automatização, cerca de 50% do tempo das pessoas é gasto com deslocamento dentro dos armazéns”.

 


Conversão da frota de empilhadeiras a combustão da Softys em  elétricas, movidas a bateria de lítio

Thiago Ferreira Siqueira, Gerente de Logística Sr. da Softys Brasil
Lauro Carvalho, Head of Training South America da Jungheinrich

Quando comparadas com as movidas a gás, as empilhadeiras elétricas somam vantagens operacionais, como a redução de ruído, calor, poluentes e os ganhos em segurança, produtividade e eficiência.
O case atesta esses resultados e traz a Sottys, multinacional presente há 129 anos no Brasil, que abraçou a causa do lítio e adotou esse modelo de baterias (desenvolvidas pela Jungheinrich), na sua operação. “A ideia do lítio parecia distante no início, mas considerando os ganhos em toda a cadeia, como produtividade, manutenção e consumo, enxergamos a viabilidade da tecnologia. É preciso se ter em mente que há muito valor a ser agregado”, destacou Siqueira. 
Segundo Carvalho o ganho de eficiência operacional dos equipamentos com bateria de lítio chega a 25%, na comparação com os movidos a gás, o que é possível pela integração total dos equipamentos e acessórios, além do fornecimento de todas as consultorias, estrutural e financeira, que é fornecida pela Jungheinrich para ajudar o parceiro na implantação.

 


Moura Tração Lítio: como a Baterias Moura se mantem na vanguarda para fornecer as soluções mais tecnológicas?

Fernando Castelão, Diretor Geral da Divisão de Lítio e Transportadoras do Grupo Moura
Diogo Albernaz, Gerente de Engenharia e Manufatura da Divisão de Lítio do Grupo Moura

Os veículos elétricos estão no auge das discussões sobre a sustentabilidade nos transportes. Embora parecesse uma realidade distante, já há aplicações para a logística e muitas iniciativas para a popularização dos veículos, de médio e grande porte.
Obviamente, as baterias fazem parte do projeto, tendo como destaque o trabalho da Baterias Moura, que avança no uso do lítio. Segundo os executivos, há diversos ganhos entre elas a alta durabilidade, capacidade operacional, ser livre de reparos, manutenções e contaminação ambiental. Albernaz e Castelão foram enfáticos em afirmar que o lítio ainda oferece potencial a ser explorado, que investimentos serão feitos para explorar formas de uso complementares e que não há risco, no médio prazo, de falta da matéria prima.
Além de baterias projetadas para diversos tipos de empilhadeiras, a empresa trabalha para levar a tecnologia para veículos pesados e soluções de armazenamento de energia em longa escala. O projeto do primeiro caminhão elétrico de categoria leve, desenvolvido no Brasil, também foi citado no case da empresa.
 


Soluções e inovações em logística

Claudio Cortez, Diretor de Operações e Comercial da Dinamik
Yuri Perra, Senior Manager da Logistics da Reply do Brasil
Bruno Hacad, Diretor de Operações da Fretebras
Mariana Kroker, Gerente Comercial - Unidade de Negócios Perfect Charging da Fronius

A servitização na logística; a sustentabilidade; a transformação digital; e as soluções em plataforma, quatros temas distintos que se completaram neste case, tendo a tecnologia como fator em comum.
De início, a uberização dos serviços que alterou a percepção de valor e necessidades nas operações, exigindo dos operadores logísticos menos falhas e mais antecipação de problemas, melhoria contínua e satisfação do cliente. “A alternativa foi então agregar valor pelos serviços, por exemplo, as análises consultivas e ferramentas de análise preditiva, a fim de evitar rupturas”, completou Cortez.
Em seguida, a exigência de reduzir custos pela sustentabilidade, o potencial do mercado fotovaltaico, que cresce 300% ao ano, segundo Krober, e que pode reduzir de 20 a 30% o consumo de energia em centros logísticos frigorificados, por exemplo. Felizmente, a “busca pela liberdade energética não é mais só pela redução de custos, mas pelo crescimento da consciência sustentável”, ainda segundo Kroker.
Em paralelo, cresce a ciência da necessidade de se transformar digitalmente. “A fase atual não é mais de questionar a sua necessidade, já há essa certeza, mas ainda existe desafios a serem superados para isso e o principal deles é a falta de clareza na definição dos objetivos, etapas do processo, estratégias e maturação da atual jornada”, lembrou Perra.
Uma jornada sem volta para as soluções em plataforma, que se valeram da popularização mobile para se firmar no mercado de transportes, afinal “não faz mais sentido que as empresas voltem para soluções ineficazes”, analisou o diretor de operações da Fretebras.
Em comum a todos, além da tecnologia, está a colaboração. O ecossistema de troca de informações que ajuda os elos da cadeia a se integrarem e oportunizar ganhos.

 


Open and closed innovation: um olhar logístico sobre as possibilidades da inovação

Denny Mews, CEO da Cargon
Felipe Sobrinho, Gerente de Marketing e Inovação da Coopercarga Logistica

Envolver, pessoas e processos, pela inovação, de forma aberta e fechada, é o foco do case. A Coopercarga tem se destacado no assunto e exemplifica como inovar na logística, aplicando os conceitos open e closed, especialmente pelo seu Innovation Center. Criado em meados de 2019, para desenvolver novos negócios e soluções pela transformação digital, o centro investe e incentiva a criatividade, inovação e participação ativa entre os colaboradores; melhoria dos processos e parcerias com instituições e colaborações que fomentam inovações. “Pensar fora da caixa é essencial para o setor logístico”, destacou Sobrinho.
Esse olhar fora da caixa chegou a expandir os limites da Coopercarga e deu origem a Cargon, uma logtech que é seu braço tecnológico, desenvolvendo soluções de suporte à operação logística, por exemplo, com as plataformas de tracking; smart load; paperless e Log BI .
Além da Cargon, o case destaca a participação da Benner, que também é parceiro da Coopercarga e orienta o desenvolvimentos dos seus sistemas internos, assim como os projetos de inovação incremental. Basicamente, a Coopercarga tem a Benner para o trabalho com os dados internos e a Cargon para gerenciar as operações externas. Juntas, coordenam a busca por inovação.

 


Como a tecnologia está mudando a forma de contratar fretes na indústria

Mariana Resende, Gerente de Logística da Saint-Gobain
Rodolfo Silva, COO da Vuxx
Felipe Trevisan, CEO da Vuxx

É alto o volume de informações a serem analisadas ao definir o melhor fornecedor de fretes, assim como o número de soluções diferentes para diferentes etapas do processo. Isso quando o processo não se dá de forma manual.
O case da Vuxx mostrou como sua plataforma englobou todas essas etapas (roteirização, cotação, solicitação, monitoramento, suporte, cobrança e analytics) na gestão de entregas do Grupo Saint-Gobain.
Segundo Resende, o grupo fundado em 1665, com incríveis 350 anos de história e faturamento global superior a 260 bilhões de reais, precisa reduzir o lead-time de entrega e dar maior visibilidade de informações ao cliente, sendo necessário melhor adaptar a escolha dos fornecedores de transportes e a ocupação/ dimensão dos veículos envolvidos. Dores, que de acordo com ela, foram totalmente resolvidas com a solução da Vuxx.
Isso por que, na explicação de Trevisan, a startup atua como uma transportadora, de ponta a ponta, de modo totalmente digital, é claro. “Cuidamos de todas as etapas do processo como, por exemplo, a emissão de CTEs e seguro. Sim, nós nos responsabilizamos pela carga”.
Com os resultados positivos, comprovados por sistemáticos dashboards da plataforma, a operação em conjunto teria sido expandida cerca de quatro vezes no último ano.

 


Transformando complexidade em oportunidade através da tecnologia para gestão logística

Juliano Soares, Consultor de Processos da Extrafarma
Stefan Furtado, Diretor de Vendas Internacionais da Körber

O case nasce junto com o novo Centro de Distribuição (CD) da Extrafarma, em Garulhos (SP), com projeto de solução WMS da Körber, que na época era chamada de High Jump.
A implantação do novo CD do zero, diante a duplicação no número de lojas da Extrafarma, atualmente com 40 unidades, aconteceu quase que paralelamente a entrada da empresa no e-commerce e contou com a maleabilidade e robustez do sistema do Körber, o que segundo Soares ofereceu a acuracidade necessária ao estoque e velocidade na operação do CD, que inclusive completou um ano de atividade em agosto passado.
No caso da Extrafarma, a implantação do sistema em um CD novo facilitou o processo de aceitação da tecnologia, já que não foi preciso uma mudança de cultura interna, no entanto, de acordo com Furtado, quando é feita a migração da solução deve-se ter em mente que “a ideia não é mudar a cultura da empresa, e sim fazer uma transição dos pontos positivos, evidenciando que a otimização da produtividade não se atrela a redução de pessoal”. 

 


Inovação como estratégia de negócio! Como as startups entregam resultados significativos para as empresas?

Igor Bretas de Figueiredo, Gerente Geral Comercial da Trato
Iltenir Junior, Fundador e CEO da Qargo
Vanderlei Marques, Head de Desenvolvimento de Negócios e Inovação da VLI
Helio Silva, Cofundador e CIO da Evoy

Mesmo na pandemia, navegamos em um mar de oportunidades”, referiu-se Junior ao citar o potencial do mercado logístico. Respondendo a 12% do PIB brasileiro, o setor nacional beneficia-se do trabalho das startups que contribuem para a inovação e melhoria dos resultados.
No entanto, como lembrou Marques, o fomento é essencial para que as aceleradoras, statups e outros agentes movimentem a indústria e levem tecnologia à logística. Nesse sentido, ele citou a plataforma de conteúdo, criada pela VLI Volume, para integrar e atualizar esses agentes.
O caso destacou ainda os caminhoneiros, parte desse movimento. A classe é foco do trabalho da Tratto, app voltado a resolver suas dores. Figueiredo frisou que, em média, são 490 mil caminhoneiros registrados na plataforma, sendo 30% deles autônomos. “O objetivo é mudar a forma como eles são vistos, tornar seu trabalho mais vantajoso e facilitar sua relação com quem os contrata”.
Do ponto de vista de gerenciamento de ativos, Silva completou o mix de iniciativas apresentadas no case com a plataforma da Evoy, que baseada em IoT, interconecta os ativos automobilísticos trazendo visibilidade em tempo real à operação. Ele reforçou o papel das startups dizendo que elas “ajudam a criar o momento open innovation”.

 


 

Vale lembrar que todos os conteúdos do Logística do Futuro (palestras, painéis e os estudos de caso) já estão disponíveis, gravados, no ambiente on-line do evento (logisticadofuturo.com.br), para todos os inscritos

 

 

 

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