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Logistica do Futuro - Virtual

PepsiCo adquire 18 caminhões a gás da Scania que emitem 15% menos CO2

 

Publicado em 05/06/2020

Menos poluentes e mais silenciosos, caminhões a gás da Scania promovem uma das maiores parceria comerciais da empresa   

 

Liderar a busca por políticas sustentáveis tem sido um compromisso constante no universo empresarial. É também a meta da Scania do Brasil. O lançamento, em 2019, dos seus caminhões movidos a GNV (gás natural veicular) e gás biometano, é um importante avanço rumo a uma logística mais sustentável. Os veículos, projetados para médias e longas distâncias, emitem de 15% a 90% menos CO2, se abastecidos com GNV e biometano, respectivamente. Compartilhando do mesmo propósito, a PepsiCo adquiriu recentemente 18 desses veículos e já apresenta os bons resultados alcançados.

 

Os caminhões a gás da Scania

Mesmo diante a um cenário de incertezas, causado pela pandemia atual, a empresa comemora as 23 unidades vendidas e a relação com a Pepsico, que se tornou, com a aquisição das 18 unidades, o maior parceiro comercial até o momento.
Silvio Munhoz, diretor de vendas de soluções da Scania do Brasil, destaca a autonomia dos veículos.

 

“Nas nossas demonstrações, tivemos um custo de abastecimento, por quilômetro rodado, até 17% menor na comparação com o diesel. Temos 10 caminhões rodando atualmente, que já somam 230 mil quilômetros percorridos. Vale ressaltar que os veículos foram desenvolvidos especificamente para a combustão do gás, não foram apenas adaptados para isso”.

 

Já o vice-presidente de operações comerciais da empresa, Roberto Barral, destaca outro importante diferencial aos condutores. Também pondera sobre a mudança na visão do mercado.

 

“O modelo tem 20% menos ruído, o que gera ao motorista uma considerável sensação de conforto. Além de todos os benefícios já citados, acreditamos estar contribuindo para fortalecer o que já é tendência no mercado, afinal, hoje não se fala só em custos operacionais, e sim em sustentabilidade e sua importância para o mundo”.


PepsiCo quer reduzir em 20% emissão de CO2 com caminhões a gás

Operar de forma sustentável há muito está nos planos da PepsiCo. Ao adotar os caminhões a gás da Scania, a empresa tem a meta de reduzir em 20% a emissão de CO2 em sua cadeia até 2030 (só com essa aquisição).


“Considerando também outras medidas, como a compra de 10 caminhões elétricos, de médio porte, que eliminam em 100% a emissão de CO2 e o nosso projeto piloto de aplicação de filmes de energia solar nos veículos, pretendemos aumentar a redução de poluentes, chegando a uma soma de 30%” - Eduardo Sacchi, diretor sênior de supply chain da PepsiCo Brasil.


Os modelos a gás adquiridos pela PepsiCo

Os caminhões sustentáveis são dos modelos G 340 e R 410. No período de testes a média de redução de CO2 alcançada foi de 15%.
Ainda segundo Sacchi, a empresa que conta hoje com dois mil veículos em operação, de diversos portes, vê o investimento com otimismo.

 

“Apesar do investimento na frota, vemos que a sustentabilidade nos ajudará a reduzir custos”.

 


Segurança, abastecimento e manutenção da frota sustentável

Evidentemente, o mercado no geral ainda evolui para absorver os veículos abastecidos a gás, por isso, há pré-conceitos a serem desmistificados. A segurança é um deles, de acordo com Munhoz.

 

“Os veículos são seguros. Em caso de acidentes, batidas, o gás é disperso no ar, sem risco de explosões. Quanto aos postos de abastecimento, não é preciso que hajam tantos, pois autonomia dos caminhões é de 400 quilômetros. Mesmo assim, temos trabalhado, junto as distribuidoras, para ampliar as bombas de gás, de alta capacidade por todo o país”.

 

A Scania destaca que completar os caminhões com gás, em bombas dedicadas ao abastecimento de carros leves, demanda cerca de 30 minutos, já nas de alta capacidade, próprias para caminhões, o tempo é de apenas 10 a 12 minutos.

Já quanto aos custos de manutenção, Munhoz admite que, inicialmente, seriam cerca de 30% superiores, se comparados com um veículo a diesel.

 

“Isso se deve a tecnologia empregada, no entanto, vemos que o custo é recuperado posteriormente”.

 

 

 

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