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Porto Meridional, no Rio Grande do Sul, deverá entrar em operação até 2024

 

Publicado em 24/11/2021

Projeto, que está em discussão desde 1826, terá investimentos de até R$ 6 bilhões, com expectativa de movimentação anual de 53 milhões de toneladas


Foto: Divulgação

O setor portuário da Região Sul está prestes a ver um projeto bicentenário sair do papel: em discussão desde 1826, será viabilizado o Porto onshore de Arroio do Sal (RS). O chamado Porto Meridional será 100% privado e deverá entrar em operação em cerca de três anos (até 2024), com investimentos que devem chegar a R$   bilhões. A movimentação anual esperada é de 53 milhões de toneladas, divididas entre contêineres, granéis líquidos e sólidos, fertilizantes e Gás Liquefeito de Petróleo.

O porto foi projetado para atender as demandas da região norte do Rio Grande do Sul – especialmente Porto Alegre, Caxias do Sul e Serra Gaúcha –, bem como o agronegócio.

Atualmente, o estado possui apenas o Porto de Rio Grande. A ausência de outro complexo marítimo na região faz com que aproximadamente 12 milhões de toneladas de cargas migrem para Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Ao evitar essa fuga, é possível garantir a redução do elevado custo logístico atual e a perda de impostos.

Um estudo apresentado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, sobre o risco climático nos portos públicos brasileiros, aponta Rio Grande como um dos mais propensos a sofrer com as mudanças climáticas.

Em publicação feita no Diário Oficial da União (DOU) no início de 2020, o Ministério da Infraestrutura (Minfra) declarou que o projeto está em total compatibilidade com as diretrizes do Planejamento e Políticas do Setor Portuário. No mês passado, a Autoridade Marítima também deu parecer positivo em relação à segurança da navegação e ao ordenamento do espaço aquaviário, não se opondo à construção do complexo marítimo.

Detalhes do empreendimento foram apresentados no final da tarde desta terça-feira (23), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) pelo presidente da DTA Engenharia, João Acácio Gomes de Oliveira Neto. A empresa foi contratada para desenvolver os projetos de engenharia básica e executiva, e a obtenção do financiamento (funding) para concretização da obra. Isso inclui enrocamentos (conjunto de grandes pedras ou blocos de concreto, que servem de quebra-mar para a obra construída), dragagem, píeres, pontes de acesso, e acessos rodoviários, dutoviários e futura ferrovia.

“É um projeto de relevante interesse público. Sua concepção envolve a mais moderna engenharia portuária mundial para receber navios classe New Panamax, e que irá impulsionar o desenvolvimento sustentado do Rio Grande do Sul, criando empregos, distribuindo renda, valorizando o ser humano e o meio ambiente, e alavancando a economia local.” – João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA Engenharia.

ESTÍMULO AO TURISMO

O estímulo ao turismo da região de Torres e municípios litorâneos adjacentes, e ainda às serras gaúchas de Canela, Gramado e Bento Gonçalves, é outra vantagem, já que o projeto também contempla a construção de um Terminal Marítimo de Passageiros. O local contará com dois berços para a atracação de navios de cruzeiros.

João Acácio destacou também a viabilidade de um porto marítimo no norte do estado na região de Torres. “Esse sonho começa a sair do papel e a DTA sente-se orgulhosa de ter sido escolhida para participar desta meta ambiciosa”, completou.

 

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