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Região Sul ganhará 571 km de novos trilhos e investimentos de R$ 21,45 bi

 

Publicado em 03/09/2021

Propostas preveem dois novos segmentos no Paraná: de Guarapuava a Paranaguá e de Cascavel a Foz do Iguaçu, ambos garantindo conexão com terminal portuário


Foto: Divulgação

A movimentação de cargas no modal ferroviário da região Sul do país será impulsionada com a construção de duas novas linhas férreas a partir do instrumento de autorizações ferroviárias, previsto na Medida Provisória nº 1.065/2021. A novidade foi anunciada na abertura do Setembro Ferroviário, temporada de ações federais para estimular a ampliação e a modernização do modal.

Os primeiros requerimentos de interessados em usar o mecanismo para fazer e operar ferrovias, de maneira mais célere e simplificada, foram apresentados ontem (2) ao Governo Federal, durante o lançamento do programa Pro Trilhos, no Palácio do Planalto. As dez solicitações recebidas totalizam 3,3 mil quilômetros de novos trilhos, em nove estados, e R$ 53,5 bilhões em investimentos privados.

Desse total, estão previstos 571 quilômetros de novos trilhos cruzando municípios paranaenses, cujos investimentos somam R$ 21,45 bilhões. A Ferroeste apresentou propostas para construir e operar dois novos segmentos férreos no Paraná, ambos com conexão com um terminal portuário. O primeiro vai de Guarapuava a Paranaguá, tem aproximadamente 405,2 quilômetros e cria nova opção de escoamento de cargas para o Porto de Paranaguá, um dos maiores do país. O segundo trecho liga Cascavel a Foz do Iguaçu, possui extensão de 166 quilômetros e visa consolidar um corredor de transporte Internacional de cargas, que também chega até o Porto de Paranaguá.

Agora, os requerimentos começam a ser avaliados pelo Ministério da Infraestrutura, responsável por emitir as autorizações, caso os empreendimentos cumpram todos os requisitos exigidos pelo Governo Federal, nos termos da MP nº 1.065, publicada em 30 de agosto. As autorizações ferroviárias têm potencial de aumentar a participação do modal dos atuais 20% para 40% da logística nacional de transportes até 2035.

 

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