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Rodovias do PR: plano de concessão traz mais pedágio e investimento em infraestrutura

 

Publicado em 07/10/2021

Ao todo, serão 15 novas praças de pedágio e investimento de R$ 44 bilhões; expectativa é que as rodovias paranaenses sejam contempladas com melhorias e modernidade


Foto: Divulgação

Apresentado extraoficialmente em agosto pelos governos estadual e federal, o novo modelo de concessão das rodovias do Paraná promete diminuir os valores das tarifas de pedágio e apresenta mudanças no formato de disputa pelos lotes. Esta é uma oportunidade de esperança para o setor de transporte rodoviário de cargas (TRC), uma vez que os projetos prometem uma série de obras e melhorias.

Segundo a 23º Pesquisa CNT de Rodovias, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2019, 52,2% da malha rodoviária do estado do Paraná apresentam algum tipo de deficiência e são classificadas como regulares, ruins ou péssimas. Os outros 43,9% foram avaliados como ótimos ou bons.

O estudo considera as condições do pavimento, da sinalização e da geometria das vias. Ainda de acordo com a CNT, as inadequações do pavimento na região Sul do Brasil abarcam na elevação do custo operacional do transporte, em torno de 28,6%.

Empresários do segmento reforçam a necessidade de uma concessão de rodovias que apresentem obras de infraestrutura eficazes. Eduardo Ghelere, diretor executivo da Ghelere Transportes, situada em Cascavel – região oeste do estado –, destaca essa importância. “Certamente precisamos de uma concessão das rodovias para que as obras de infraestrutura sejam feitas, afinal, emplacamos milhares de veículos todos os anos, e a estrutura precisa aumentar para garantir o fluxo de todas essas mercadorias e pessoas com segurança”, afirma.

O novo modelo prevê 15 novos pontos, totalizando 42 praças de pedágio. A necessidade de novas praças se dá em razão de a nova concessão ser maior que a atual, de modo que o projeto conta com uma praça a cada 70 quilômetros. As reformas incluem a duplicação de quase 1,8 mil quilômetros, a instalação de internet sem fio em todos os trechos, a construção de 10 contornos urbanos e de faixas adicionais em rodovias já duplicadas, além de terceiras faixas, câmeras de monitoramento e iluminação em LED. Tais obras demandarão R$ 44 bilhões em investimentos, abarcando 3,3 mil quilômetros de rodovias no pacote, sendo 65% federais e 35% estradas estaduais.

“A concessão das rodovias do Paraná certamente será a maior do Brasil em investimento. Nós, paranaenses, temos um sentimento profundo de tristeza com relação à última concessão, pois no decorrer do contrato as obras não foram realizadas e fizeram politicagem conosco. Desta vez, esperamos uma concessão séria, que honre os compromissos e que de fato efetue as obras. Esperamos pagar uma tarifa justa e ter segurança para trafegar.” – Eduardo Ghelere.

As atuais concessões têm término datado para novembro deste ano. No entanto, mesmo após o término, o estado do Paraná informou que o atendimento em casos de acidentes estará garantido. A manutenção das rodovias estaduais será de responsabilidade do Governo do Estado, enquanto as federais devem ser mantidas pelo Governo Federal.

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Logística, a cobrança de pedágios estará suspensa até que os trechos sejam assumidos pelas novas concessionárias. Ghelere ressalta que isso pode trazer benefício às empresas de transporte, porém a curto prazo.

“Como é temporário, traz vantagens ao transportador, pois a pista ainda estará em boas condições e não vamos ter custo algum de pedágio. Porém, no médio prazo, considerando sinistros, sinalização e as condições da rodovia, precisamos da concessão, afinal o poder público já se mostrou ineficiente para gerir esse tipo de obra. Qualquer pista hoje sem pedágio tem buracos, falta de segurança básica, sinalização e outros problemas que não podemos tolerar.” – Eduardo Ghelere.

 

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