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Scania reduz custos com melhoria logística

Publicado em 04/11/2014

Novo sistema de logística, ou seja, do processo que inclui a gestão da armazenagem e do fluxo de entrada de materiais que abastecerão a linha de produção, está propiciando, neste ano, economia de mais de 5% no custo da Scania, com o transporte de peças de fornecedores para a sua fábrica de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo. Instalada no município há 52 anos e uma das pioneiras no País na modularização do segmento automotivo, em que a produção de uma peça serve para infinidade de combinações de veículos, a montadora aposta na busca do aumento da eficiência, em meio ao cenário de demanda retraída no Brasil e em importantes destinos no exterior, como é o caso da Argentina, neste ano.

Para a redução de custos, a Scania iniciou, no fim do ano passado, a metodologia que alia o planejamento diário de coleta de materiais, com o balanceamento do nível de ocupação dos veículos da empresa, que buscam as peças nos fornecedores. Foi mais um passo do processo iniciado em 1999, quando a companhia, que conta com o quadro de 4.000 funcionários em São Bernardo do Campo, passou a ser responsável pelo transporte de insumos até a planta fabril, assumindo o recolhimento diário de componentes com rotas pré-estabelecidas. Uma das ideias da iniciativa, na época, lembra o gerente-executivo de Logística Supply Chain da Scania Latin America, Fábio Castello, era diminuir o fluxo de caminhões que iam até a fábrica, também para minimizar transtornos no trânsito. Houve, ainda, a concentração dos itens (são cerca de 27 mil diferentes, ao todo), coletados dos elos da cadeia produtiva, no centro de distribuição de peças da companhia em Mauá. 

Desde então, houve avanços e, agora, dentro da nova etapa da logística, que começa a gerar resultados neste ano, uma torre de controle faz a avaliação diária dos volumes necessários para a produção, dos níveis de estoque e da capacidade de veículos no processo, para que não haja picos de aquisição de um item, ao longo dos dias da semana. 

Com a introdução da sistemática nos primeiros fornecedores (do total de 200 no Brasil, 30 já ingressaram no programa piloto), o projeto conseguiu reduzir a quantidade de veículos que faz a coleta, com 103 viagens a menos no ano, o equivalente à redução de 99 mil km. Isso significa o impacto positivo no meio ambiente, com a redução de emissões de 14 toneladas de CO2 na atmosfera. Castello não fala de economia em valores, mas assinala que, para 2015, a redução de custos deve se manter na ordem de 5%, com a entrada de outros parceiros no projeto. Ele acrescenta que, nesse cenário de volatilidade (com fortes oscilações nas vendas, mensalmente), o projeto favorece para que não haja estoques elevados de peças na fábrica. 

É uma forma de reduzir o impacto da crise do setor, principalmente na área de caminhões, que sofre com o ritmo lento da economia. As vendas desses veículos devem fechar 2014 com retração da ordem de 14%, segundo estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). 

Fonte: Diário do Grande ABC

 

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