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Seminário Logística Lean trará importantes casos em economia de tempo, espaço e aumento de produtividade

Publicado em 02/04/2019

   Segundo executivos, ao adotar conceitos e técnicas lean na logística, essas companhias estão reformulando processos, redesenhando layouts, fortalecendo cultura interna de melhoria contínua e automatizando trabalhos sem desperdícios; empresas vão compartilhar essas experiências em encontro, em São Paulo

Empresas que têm como atividade essencial a logística – a movimentação e transporte de materiais ou de pessoas – estão economizando espaço e tempo ao adotarem o sistema lean, filosofia de gestão originária da Toyota. Com esse sistema, elas estão mudando processos logísticos, eliminando desperdícios, retrabalhos e aumentando a produtividade.

 

É o caso do Magazine Luiza, um dos maiores varejistas do Brasil, que com o sistema lean aumentou em cinco vezes a capacidade de envio de produtos pequenos, disse Fábio Manzi, diretor de transformação digital e pós-venda da empresa. Segundo ele, o Magazine Luiza começou a adotar, há cerca de dois anos, esse modelo de gestão em seu maior centro de distribuição, no interior de São Paulo, responsável por quase 50% do faturamento da companhia e onde trabalham mais de mil funcionários.

 

Nesse período, explica Manzi, a empresa já colocou em prática 27 ciclos de kaizens, um dos conceitos básicos do sistema lean, que significa fazer melhorias em processos produtivos por meio da identificação e eliminação de trabalhos que não criam valor. Com esses kaizens, os processos logísticos foram analisados, etapa por etapa, e melhorados. "Os resultados surpreenderam nossas expectativas. Os kaizens nos deram uma base forte. Eles tornaram nossos processos logísticos mais precisos e ajustados para automatizarmos da forma correta”, resumiu Manzi.

Outro caso é o da Mary Kay, uma das mais conhecidas empresas de venda direta de cosméticos do mundo que em pouco mais de três anos adotando o sistema lean reduziu em mais 70% o tempo necessário para receber produtos dos fornecedores e diminuiu em mais de 40% o estoque de embalagens, ganhando velocidade, espaço e produtividade, detalhou Henrique Fonseca, vice-presidente de logística da companhia.

 

Segundo ele, a Mary Kay implementa desde 2014 o sistema lean, que foi iniciado na logística; depois, foi para as áreas de qualidade, planejamento, manufatura, marketing, vendas e tecnologia da informação (TI). Nesse contexto, explica Fonseca, a empresa vem aplicando uma série de práticas lean, como o mapeamento do fluxo de valor, que consiste em se fazer um “mapa” de um processo produtivo para enxergar e eliminar desperdícios.

 

Outro exemplo é a Patrus, uma das maiores transportadoras de cargas do Brasil, com 75 filiais e cerca de 3.000 funcionários, que ao adotar o sistema lean reduziu em mais de 30% o tempo de carregamento e descarregamento de materiais em seis de suas maiores unidades, disse Thyago Souza, coordenador de melhoria contínua da transportadora.

 

Segundo ele, em cerca de dois anos de gestão lean, a empresa conseguiu redesenhar o layout de recebimento de cargas em 22 de suas unidades, usando o diagrama de espaguete. Trata-se de uma técnica que consiste em analisar as movimentações de pessoas e de materiais num processo logístico, visando eliminar os movimentos desnecessários e aumentar a rapidez e economizar espaço. Com essa técnica, explica Souza, a empresa eliminou os movimentos desnecessários e otimizou as rotas de carregamento e de descarregamento. “Reduzimos a movimentação interna. Estamos fazendo a carga andar menos dentro dos terminais”, resumiu o coordenador.

 

Além dessas mudanças de layout, a transportadora já implementou em 14 unidades outras técnicas lean como gestão visual e ações de kaizen. Com isso, tem percebido uma mudança de comportamento nos funcionários. “Notamos que eles só se preocupavam em fazer os carregamentos e descargas, mas com o lean, com os quadros de gestão à vista, começaram a se preocupar com os detalhes desses processos, com os tempos gastos etc.”, disse Souza. Segundo ele, nenhum terminal da Patrus é construído ou reformado hoje sem utilizar como base os conceitos lean. “Tivemos um enorme ganho de engajamento de funcionários, que passaram a se preocupar mais com melhoria continua”, completou o coordenador.

 

Fenômeno similar também  ocorreu no Magazine Luiza. "Uma das principais lições que aprendemos com o sistema lean foi a importância de sair do escritório e ir para a operação, para entender o que o operador faz e aprender como ele sobre como melhorar os processos. Canalizamos essas ideias para fazer as melhorias. Isso gerou um retorno muito grande", disse Manzi. 

 

Também na Mary Kay, um dos objetivos da adoção do sistema lean foi fortalecer essa cultura da melhoria contínua, explicou Fonseca. “Nosso intuito foi fazer nossos colaboradores enxergarem o papel que eles precisam exercer para transformar e aprimorar nossos processos. Essa missão é de cada um e não apenas de um grupo envolvido com esse objetivo”, ressaltou o vice-presidente. “A filosofia lean deve ser o caminho que toda empresa deve adotar. Representa respeito aos clientes, que não aceitam mais pagar pelas ineficiências e custos desnecessários”, completou o executivo.

 

O Magazine Luiza, a Mary Kay e a Patrus vão detalhar esses resultados no IV Seminário de Logística Lean, dia 23 de abril, no Teatro Shopping Frei Caneca, em São Paulo, encontro que terá ainda os cases do Boticário e da Viação Cometa e de startups como 4vants, Fhinck e Novidá. Além dos cases brasileiros, o evento vai exibir, diretamente dos EUA, uma palestra do especialista internacional Robert Martichenko, CEO da LeanCor, que há 20 anos apoia empresas a adotarem o lean na logística. Robert vai detalhar como aplicar o sistema lean de ponta a ponta no suplly chain, ou seja, numa cadeia logística.

 

O evento é organizado pelo Lean Institute Brasil (www.lean.org.br), de São Paulo, que há 20 anos dissemina esse modelo de gestão entre as empresas brasileiras.  Segundo Alexandre Cardoso, gerente de projetos do instituto e organizador do encontro, a ideia é compartilhar experiências diferentes de organizações que estão transformando processos logísticos ao eliminar desperdícios e aumentar a agregação de valor. Além disso, os cases selecionados também vão detalhar como as empresas estão digitalizando a logística, mas tendo como base o sistema lean. “Assim, elas não automatizam os desperdícios”, resumiu Cardoso.

 

“A logística lean permite que as empresas desenvolvam uma vantagem estratégica essencial. Garante conexão eficaz entre demanda e produção, gerando entregas eficientes, precisas, de baixos custos, otimizando a digitalização dos processos”, resumiu o gerente.

 


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