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Sovos divulga pesquisa para mostrar benefícios da digitalização fiscal no setor de logística

 

Publicado em 13/07/2021

De acordo com os dados, a opção pelo processo pode gerar economia de até 5% na carga de tributos e no compliance das empresas


Foto: Divulgação

Com referência nas mudanças do mercado e nos impactos causados pela pandemia de Covid-19, uma pesquisa realizada pela Sovos mostrou os benefícios da digitalização fiscal no setor de logística brasileiro. De acordo com os dados divulgados, a digitalização pode gerar uma economia de até 5% na carga de tributos e de compliance fiscal das empresas, que atualmente são de aproximadamente 34% no Brasil.

A pesquisa também aponta que, em geral, as empresas gastam mais de duas mil horas anuais com questões tributárias. Nesse processo, são utilizadas quase três meses de força de trabalho com um processo que pode ser automatizado.

Segundo o country manager da Sovos Brasil, Paulo Zirnberger de Castro, a alta do setor de logística durante a pandemia evidenciou, também, os desafios enfrentados no segmento, que enfatizam a necessidade de mudanças.

“Como se não bastasse a alta carga tributária aplicada sobre toda a cadeia produtiva, a complexidade da legislação fiscal do país também se apresenta como outro foco de atenção para as empresas do setor se manterem em conformidade fiscal. Soluções tecnológicas, como a digitalização dos impostos, surgem como alternativa para mitigar possíveis problemas com o Fisco, bem como economizar tempo e dinheiro nos processos fiscais” – Paulo Zirnberger de Castro, country manager da Sovos Brasil.

Ainda de acordo com o executivo, a tendência é que a migração para o digital continue no cenário pós-pandêmico, com mais investimento em um planejamento tributário que reúna inteligência fiscal e tecnologia de ponta para automatizar processos. Com isso, devem ter impacto processos como o cálculo e determinação de impostos, a geração de obrigações fiscais e o acompanhamento em tempo real das mudanças na legislação tributária.

ALTA DO E-COMMERCE

No ano passado, o e-commerce cresceu 73,88% no Brasil, de acordo com dados do índice MCC-ENET. Essa alta, junto ao impulsionamento estratégico da cadeia de suprimentos – que se mostrou primordial, por exemplo, para o abastecimento de vacinas e insumos hospitalares – acentuou a necessidade de renovação do setor. Outros desafios notados foram o isolamento social, a retração da atividade econômica, a queda do PIB (Produto Interno Bruto), problemas de infraestrutura e o cenário fiscal complexo.

A TRIBUTAÇÃO NO SETOR DE TRANSPORTES

Dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) apontam que os impostos consomem 20% da receita bruta das empresas de transportes rodoviários de carga, que correspondem a mais da metade (cerca de 60%) desse mercado no país. O Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain) indica, ainda, que o custo logístico no Brasil representa aproximadamente 12,3% do PIB nacional e cerca de 7,6% da receita líquida das empresas, considerando transporte, estoque e armazenagem.

Entre os tributos que mais incidem sobre as empresas de transporte, os três principais são ICMS – que é aplicado apenas sobre transportes intermunicipais –, contribuições previdenciárias e PIS/Confins incidentes sobre a receita bruta dos negócios. Os dados são da CNT (Confederação Nacional dos Transportes).

 

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