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Transportadora Americana investe em automação nos processos logísticos

 

Publicado em 01/04/2015

Empresa adquiriu coletores de dados e impressoras para garantir a agilidade e a redução de erros na conferência de volumes

Com o objetivo de automatizar os processos e padronizar a sua operação logística, a Transportadora Americana (TA) investiu em um projeto de tecnologia, que trouxe agilidade e redução de erros, principalmente, na conferência de volumes. Para chegar às melhores tecnologias, a transportadora reuniu um grupo de profissionais representantes de quatro áreas: automação, infraestrutura, sistemas e operação, para que identificassem a melhor solução no mercado. Após pesquisa e testes com equipamentos de algumas fornecedoras, a empresa optou pelas tecnologias de automação da Honeywell Scanning & Mobility.

Para a área de automação, os critérios para a escolha foram robustez, ergonomia e velocidade, e para a de sistemas, a compatibilidade com os diversos protocolos e programações usados pela TA. Os profissionais de infraestrutura avaliaram o suporte remoto e a manutenção, enquanto os de operação deram a sua opinião sobre a usabilidade dos equipamentos. As soluções adotadas foram os coletores de dados CK3, com capacidade de leitura de etiquetas em 2D, e as impressoras PD41, além de um software para gerenciamento a distância.

A escolha dos leitores de códigos em 2D se justifica pela oportunidade de a empresa ter redundância de etiquetas na caixa, visto que pelo código ser menor, é possível imprimi-lo duas vezes na etiqueta, diminuindo a necessidade de reimpressão. Apenas com essa mudança, a TA conseguiu reduzir em mais de 25% a reimpressão de etiquetas.

De acordo com o gerente de Sistemas da TA, Dalton Vecchini, antes desse projeto, a transportadora não usava etiquetas e a operação era basicamente manual. “Em busca de automatizar processos, adotamos a metodologia de conferência eletrônica. Então, passamos a estudar os tipos de etiquetas, em busca de adequá-los às caixas. Para tanto, descrevemos todas as etapas operacionais, pensando no uso das etiquetas e de coletores de dados.”

A automação na TA foi necessária pelo volume operacional diário movimentado pela empresa, que, nos processos de coleta, transferência, distribuição e transbordo, chega a manusear, em média, 4,5 milhões de volumes. Os equipamentos trouxeram um impacto positivo na redução de extravio dos volumes. “Com a nova tecnologia, os erros estão próximos a zero. Mesmo com o fator humano, que está mais vulnerável a erros, se os processos forem respeitados, não há possibilidade de falhas”, declara Vecchini.

Segundo a gerente de Negócios para Canais da Honeywell Scanning e Mobility, Bianca Nascimento, a tecnologia tem um impacto determinante na operação logística, por isso, a adoção da automação por empresas de transporte de cargas e de logística é, cada vez mais, frequente. Entre as soluções comercializadas pela Honeywell Scanning & Mobility, de 30% a 40% são utilizadas em aplicações logísticas. “A tecnologia garante a essas empresas benefícios como assertividade no controle de estoque, agilidade nos processos logísticos, eliminação de erros de distribuição e otimização do tempo de trabalho dos operadores, que são fatores determinantes para uma operação logística adequada e de qualidade.”

A integração das soluções foi realizada pela Quebeck, empresa responsável pelo diagnóstico, sugestão de soluções e homologação dos equipamentos. Dentro do modelo de atuação da Quebeck, a integradora realiza uma análise do projeto, referente ao que o cliente demanda, em termos de equipamentos e sistemas. Com o diagnóstico, a empresa indica as possíveis soluções. “No caso da TA, realizamos algumas customizações das tecnologias. Essa integração contemplou a fase de identificação dos equipamentos até a adoção de toda a tecnologia”, complementa o gerente de Contas da Quebeck, Fernando José da Silva.

Treinamento
Após a integração da tecnologia, a TA investiu em processo de treinamento de seus profissionais, com o objetivo de amenizar a resistência à mudança por parte de alguns colaboradores. Foram criadas duas linhas de treinamentos: o comportamental e o prático. Na linha comportamental, psicólogos treinados nos processos operacionais desenvolveram atividades interativas, que foram ministradas aos funcionários antes da implementação do processo.

O treinamento visou mostrar os benefícios da adoção da nova tecnologia e da automação. No treinamento prático, a empresa detalhou a operação com os novos equipamentos, realizou explicações específicas e testes das ferramentas, e, ao final, houve exercícios que simulavam a operação, em cada uma das etapas.

Benefícios
Para mensurar os benefícios, a TA estabeleceu alguns parâmetros, como a medição do período de tempo entre a leitura do último volume embarcado e a assinatura do motorista do veículo no coletor. Atualmente, como tempo máximo, definiu-se cinco minutos para a obtenção da assinatura do motorista, mas a empresa ainda considera esse número alto. A medição também tem sido realizada em relação ao tempo entre a assinatura no coletor e a saída do veículo pela portaria, além de medir quanto tempo demora a conferência de um manifesto. Com esses dados, a TA visa criar novos padrões em seus processos, para garantir que a automação traga o máximo de agilidade e assertividade às suas operações.

 

 

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