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Uso de dados na gestão de armazéns não substitui a prática humana, diz especialista

 

Publicado em 26/07/2021

Fernando Zimmermann Leite pontua que a tecnologia, um elemento que tem recebido cada vez mais atenção, é ainda mais potente quando aliada ao conhecimento das pessoas


Arte: Divulgação

O impacto da tecnologia em todas as áreas é notável – e isso é algo que tende a crescer ainda mais. Uma projeção divulgada em 2020 sobre o futuro das profissões até 2025, durante o Fórum Econômico Mundial, expôs a expectativa de que 85 milhões de empregos sejam transformados por uma mudança na divisão de trabalho entre pessoas e tecnologia.

Mas isso não significa que a tecnologia deve ser encarada como uma ameaça. Na logística, por exemplo, tem-se visto um crescente investimento em soluções capazes de melhorar as operações. Além de que ambas as áreas – tecnologia e logística – são consideradas promissoras, principalmente após a pandemia.

No caso da gestão de armazéns, há um alto nível de complexidade não só para dar start à operação, mas também para prever possíveis desdobramentos que, de alguma forma, impactem o processo. O uso de dados é uma opção viável para essa gestão, mas fica a pergunta: em algum ponto, essa estratégia diminui a importância ou mesmo a necessidade da função humana?

De acordo com o especialista em planejamento, estruturação e projetos de visão crítica Fernando Zimmermann Leite, não. “É importante lembrar que com o uso de dados não se pretende substituir o planejador, e sim complementar a sua capacidade e suportar decisões mais abrangentes”, explica o consultor de processo de indústria na Dassault Systèmes.

No artigo que foi capa da edição de julho/agosto da MundoLogística, Zimmermann discorre sobre a análise preditiva, por meio de dados, aplicada à tomada de decisão. “Essa abordagem traz muita segurança ao processo decisório, eliminando o ‘achismo’ do sistema”, destaca.

"Tratar de um grande número de variáveis ao mesmo tempo e ter assertividade nas decisões são dois fatores essenciais em uma operação industrial ou na gestão de warehouses. A utilização de tecnologias, como simulação e otimização, torna a gestão de armazéns muito mais fácil, em cenários que possibilitam um processo de decisão mais objetivo e baseado em dados.” – Fernando Zimmermann Leite.

O especialista faz questão de ressaltar que a tecnologia é um elemento ainda mais potente quando é aliada à experiência das pessoas. “Muitas vezes, as pessoas estão à frente do processo por décadas e consideram fatores que não pertencem ao domínio de dados existentes em planilhas ou sistemas transacionais, fortalecidos com sua base de conhecimento empírico.”

 

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